Galvão Bueno será narrador de filme da Chape: 'Um dos maiores prêmios da vida'

Narrador da TV Globo foi convidado para contar a história do time, marcado pelo acidente aéreo de 2016

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Narrador esportivo mais famoso do Brasil, Galvão Bueno já esteve presente em momentos inesquecíveis, como os títulos mundiais de 1994 e 2002 da seleção brasileira, as conquistas de Ayrton Senna na Fórmula 1, além de muitas outras vitórias brasileiras no esporte. Porém, só agora, aos 67 anos, ele fará seu trabalho mais tocante: será a voz do filme sobre a Chapecoense, cuja delegação sofreu um acidente aéreo no fim de 2016, acarretando na morte de 71 pessoas.

"Eu recebi um prêmio agora, para mim, um dos maiores prêmios da minha vida, que agradeço, inclusive, à Globo, por ter me liberado: a Chapecoense está produzindo um filme sobre sua, as origens da Chape, até o momento da tragédia e reconstrução e me pediram que fosse a voz desse filme, e vou ser, com muito prazer. É aquele prêmio que você gostaria de não ter recebido, né?", declarou o narrador, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Durante o bate-papo, Galvão ainda relembrou o dia da tragédia. "Faria parte da minha obrigação estar ali (na cobertura da Globo), naquela momento, uma tragédia daquela grandeza com um time de futebol. Estava jantando, jantares na madrugada porque o programa (Bem, Amigos!) termina meia-noite, meia-noite e meia. Terminando o jantar, 3h30 da manhã, o Muricy (Ramalho) e o Caio (Ribeiro) falaram: 'Bom, nós estamos indo embora'. Eu falei: 'Vou ficar mais um pouquinho'. Fiquei com o Paulo César (Vasconcellos) e o Marco Antônio Rodrigues (outros debatedores da atração do SporTV) e entre pagar a conta para ir embora o telefone tocou. O Caio disse: 'Olha, Galvão, parece que houve um problema com o avião da Chapecoense, até esse momento não se sabe ao certo se caiu, se fez um pouso de emergência'. Falei: 'Meu Deus do céu, o que é isso?'. E aí caímos no velho jornalismo, vamos apurar. 'Desce mais uma garrafa de vinho, por favor', e vamos apurar", disse, explicando que nem teve tempo de dormir, já que por volta das 7 da manhã já estava participando do "Bom dia Brasil".

"Eu estava há 40 horas acordado e quando fui para o hotel, não conseguia dormir. Aquilo entrou na minha vida realmente, participei de forma intensa. No dia da chegada (dos corpos ao Brasil) foram sete horas e meia de transmissão", contou.

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