Galvão contesta posição de capitão e figura de menino: 'não é duro ser Neymar'

Narrador da Globo aproveitou a participação de Edu Gaspar para comentar sobre seleção brasileira

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Galvão Bueno está de volta de suas férias. Nesta segunda-feira, o narrador apresentou o Bem, Amigos!, programa do SporTV que contou com a participação de Edu Gaspar. Aproveitando a presença do coordenador de seleções da CBF, Galvão voltou a comentar sobre a Copa do Mundo e Neymar

Galvão começa o assunto lembrando que durante o Mundial na Rússia o camisa 10 da seleção brasileira deu uma única declaração oficial. Neymar foi eleito o melhor em campo no jogo contra a Sérvia e o jogador escolhido é obrigado pela Fifa a dar entrevista.

"A camisa 10 da seleção brasileira obriga o jogador a ser o líder tático dentro de campo, a estrela, o cara que vai à frente de todo mundo e dá entrevista, dá explicação. A camisa que ele pediu para jogar tem com ela essa obrigação", analisa. 

Sobre a escolha de Tite em colocar Neymar como capitão fixo, Galvão rebate: "Não era do Ronaldo, do Ronaldinho, do Rivaldo, como não foi do Didi, do Nílton Santos, não é obrigado a dar a braçadeira para o melhor jogador taticamente".

Ainda, o narrador concordou com a opinião do comentarista Marco Antônio Rodrigues em relação à declaração que Edu Gaspar deu após a eliminação do Brasil do Mundial pela Bélgica. Na coletiva, ele se referiu diversas vezes a Neymar como um "menino" e relatou da dificuldade de estar na pele dele. 

"Sou fã do futebol do Neymar, tem potencial excepcional, mas não é duro ser Neymar. Duro é acordar 4 horas da manhã e pegar três ônibus para trabalhar, não ter dinheiro para colocar em casa, não poder dar ensino direito para o filho, isso que é duro", comparou.

"Neymar não é mais um menino ou um garoto. Neymar está com 26 anos e com essa idade eu já trabalhava desde os 16 e já tinha dois filhos. Menino acabou", comentou. 

Em resposta, Edu Gaspar admitiu sua culpa. "Eu usei uma palavra equivocada ao dirigir ao Neymar como menino na coletiva pós-Copa. Assumo também que falei também da dificuldade de ser Neymar no contexto de seleções, não no contexto econômico, social etc", defendeu.

O coordenador de seleções também comentou sobre a decisão de Tite de entregar a faixa de capitão ao jogador do Paris Saint-Germain. "Acabou a Copa do Mundo, veio um novo ciclo, existiu uma reunião e decidimos dar a capitania a um atleta que já exerce dentro da seleção uma liderança", contou.

"Vamos dar oportunidade para que ele dê esse passo à frente de assumir o seu tamanho, e ele está preparado. O Tite teve uma conversa séria com ele e o Neymar se colocou à disposição para assumir essa responsabilidade", assegurou. 

Os assuntos seguintes foram os excessos de quedas do atacante da seleção brasileira e os recentes amistosos. Assista:

 

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