Grande ídolo recente do Palmeiras, Fernando Prass lança biografia

Goleiro mostrou todo o seu poder de reação ao retornar aos gramados após contusão em 2016

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Eu aposto que não tem nenhum palmeirense que não se lembre com carinho do pênalti batido por Fernando Prass, que garantiu o título da Copa do Brasil na final contra o Santos, em 2015. O goleiro, que chegou ao clube tentando preencher a lacuna deixada pela aposentadoria de "São" Marcos, hoje é uma realidade e grande ídolo de uma geração de torcedores do clube. Se você se identificou com isso e é um dos que idolatra o arqueiro, é hora de correr para as livrarias, pois Prass acaba de lançar sua biografia, escrita pelo jornalista Andrei Kampff.

A obra, intitulada #Prass38, conta, em 38 capítulos, a vida do atleta, que passou por times como Grêmio, Francana, Vila Nova, Coritiba, União Leiria, de Portugal, e Vasco da Gama, até a chegada ao Palmeiras, desde o início de tudo, no interior do Rio Grande do Sul. E ninguém melhor para escrever essa história do que Kampff, que conhece o goleiro desde os tempos em que ele atendia por Nonô e corria atrás de qualquer bola, em Viamão. Mas o livro não é uma tabelinha entre compadres, e Kampff fez questão de esclarecer isso a Prass logo na primeira entrevista. Com muito profissionalismo, ele deixa de lado a amizade para dissecar a formação de um goleiro vencedor, que superou fronteiras, passando de jogador para ídolo e de ídolo para herói. Contradições, deslizes, mancadas e brigas não ficam de fora da biografia, tornando a figura do atleta maior e mais real. Ao longo de mais de cem horas de entrevistas com 52 pessoas, Kampff descobriu fatos inéditos e curiosos, brigas, dramas pessoais e até o caso de uma invasão a uma funerária.

Ao mesmo tempo em que conta histórias, o autor esmiúça a personalidade do atleta, justificando suas famas de ciumento e pão-duro: Prass sempre implicou com os namorados da irmã Ana Paula, e chegava de mãos vazias aos lanchinhos comunitários do time de Francana, onde jogou em 2000. Ao longo de todos os capítulos, Andrei Kampff encaixa detalhes sobre a lesão, a cirurgia e a recuperação do goleiro, dando o devido destaque a essa recente e dramática fase da vida de Prass. Depois de ficar fora da Olimpíada e de 22 rodadas do último Campeonato Brasileiro, o atleta finalmente voltou ao Palmeiras na partida contra a Chapecoense, ajudando a dar ao time paulista o nono título. Depois de superar grandes obstáculos, terminou 2016 aos 38 anos como o melhor goleiro do Brasil.

O livro, de 240 páginas, custa R$ 39,90 e está à venda nas melhores livrarias do Brasil.

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