'Humilhação e safadeza', diz técnico após viajar 21h e ouvir que não tem emprego

Wemerson Carvalho desembarca na capital piauiense e descobre que clube desistiu da sua contratação

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O trajeto de Campina Grande, na Paraíba, até a capital piauiense custaria mais tempo do que o técnico Wemerson Carvalho esperava. O comandante iniciou a viagem para assinar contrato com o Piauí, segundo ele, o acordo já estava firmado com o presidente Jacob Júnior. Mas, o inesperado aconteceu, ele teve que retornar para casa após descobrir que não tinha emprego.

Ainda no hotel, que fica na frente da rodoviária, Wemerson Carvalho foi surpreendido com a informação da desistência do Piauí em contrata-ló. Em entrevista ao globoesporte.com, ele relata o caso: "O presidente disse para vir. Quando cheguei, a conversa foi de que as coisas mudaram e não iria assumir. Imagina, isso: sair de Campina Grande, deixando esposa e família, para um emprego e ser tratado assim. Havia a segurança de treinar o time, tenho conversas, gravações e tudo documentado. Conversamos com ele (presidente do Piauí) por mais de 25 minutos antes de viajar. Quando desembarco, uma decepção dessas. Realmente, me senti humilhado e traído, é uma falta de respeito. Eles sumiram, ninguém deu um real".

O clube, que decidiu tirar Marcão do comando da equipe após acumular quatro derrotas seguidas, rebateu o possível novo técnico e explica que não fechou contrato nenhum. "Houve um mal-entendido dele. Acredito que ele interpretou mal a conversa que tivemos. Se o empresário que iria honrar o compromisso todo pudesse fazer as coisas diferentes, poderia até ser que ele fosse o treinador. Pelo momento do clube, não podemos arriscar", diz Jacob Júnior.

Mesmo com a explicação do presidente do Piauí, Wemerson insiste em sustentar sua versão: "Nunca passei por isso. Saí na certeza do trabalho, na intenção de trabalhar. Não vim para passear, mas foi uma situação complicada, fiquei sem entender e não sei como agir", e completa, "Me sinto... Não sei. Dá uma vontade de desistir do futebol. Um técnico ser contratado e ficar largado, é o cúmulo".

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