Jogador de clube português denuncia racismo da própria torcida

'Não vou admitir que sejam racistas comigo, porque eu corro por vocês, dou a minha vida'

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Gilson Varela é um dos destaques do Espinho, clube da terceira divisão do Campeonato Português. O atacante de origem cabo-verdiana publicou um texto em sua página no Facebook que afirma ter sido vítima de racismo por parte de torcedores do próprio time.

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O fato relatado foi durante a vitória do clube por 2 a 1 em cima do Pedras Rubras, pela 19ª rodada. Na declaração ele alega ter recebido ofensas dos presentes na arquibancada, que inclusive o chamaram de "preto" depois de um erro de passe. "Não vou admitir que sejam racistas comigo, porque eu corro por vocês, dou a minha vida". 

O jogador afirmou ainda que não foi a primeira vez que sofreu racismo. Pelo contário, isso já aconteceu várias vezes, mas sempre vindo da torcida adversária. 

Confira o relato na íntegra:

“Quando cheguei ao Sporting Clube Espinho, senti muito carinho por parte dos torcedores (...) Até hoje sinto o carinho deles. Acontece que esta semana me deparei com um episódio desagradável, vindo de alguns torcedores. Ao longo de toda a minha carreira, já sofri vários atos de racismo de torcedores adversários. Mas sofrer atos de racismo vindo de seus torcedores é algo vergonhoso. Ontem senti uma revolta em mim porque um ou dois torcedores me chamaram de “preto do c...”, após eu errar um passe. Eu não admito qualquer ato de racismo no futebol, mesmo que seja para atacar um irmão africano. Gostaria mesmo de saber quem são estas pessoas. Se realmente são homens de verdade, que venham me chamar de “preto do c...” cara a cara. Quando eu marco gols, está tudo bem. Podem me criticar, podem me mandar para aquele lugar, mas não vou admitir que sejam racistas comigo, porque eu corro por vocês, dou a minha vida. ‘Eu sei que sou, de onde sou e para onde vou. Que seja a primeira e última vez que eu ouço alguns torcedores me chamando de “preto”. Sou do Espinho, e essa paixão que tenho pelo clube e torcedores é fenomental. Por isso, não queiram colocar o meu profissionalismo em causa. Abraço a todos. Espinho até a morte”.

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