Jogador turco que atuou com Ronaldo pode ser preso se voltar a seu país

Turco Hakan Sukur é opositor do atual presidente do país e vive exilado nos Estados Unidos

O atacante Hakan Sukur é ídolo do futebol turco. Hoje com 46 anos, o ex-jogador - com passagens pelo Torino, Inter de Milão, Parma e Galatasaray, entre outras equipes, e conhecido por ter marcado o gol mais rápido da história numa Copa do Mundo, aos 11 segundos, em 2002, contra a Coreia do Sul - pode ser preso e até mesmo condenado à pena de morte se retornar a seu país. As informações foram publicadas pelo The Guardian.

Atualmente exilado nos Estados Unidos, depois de ter atuado pela última vez com a seleção turca em 2007, Sukur, ex-colega do brasileiro Ronaldo na Inter, entre 2000 e 2002, é opositor declarado do presidente turco, Recep Erdogan. Ele é acusado, no seu país, de insultos contra o governo, terrorismo e promoção de rebeliões, após ter se eleito deputado na Turquia. 

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O insulto que foi visto como provocação pelas autoridades turcas teria sido postado pelo ex-jogador no Twitter, o que levou o ex-atacante a julgamento.

Apesar de ter se defendido - "ele foi julgado em ausência, insistindo que ele não pretendia atacar o presidente, mas os promotores disseram que os tweets estavam claramente relacionados com Erdogan", segundo o Guardian, o jogador teve a prisão decretada, acusado de fazer parte de uma célula terrorista.

O pai de Sukur, Selmet, foi apanhado em uma mesquita e, junto com o ex-jogador, acusado de apoiar rebeldes contra Erdogan, inclusive financeiramente. O ex-jogador e o pai tiveram dinheiro e bens confiscados. Sukur conseguiu escapar para os EUA. Em junho, seu pai teria morrido de câncer sem recuperar sua liberdade.

Atualmente, sem poder retornar, o ex-companheiro de Ronaldo na Inter vive na Pensilvânia, Estados Unidsos.

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