Jogadores do Bolton entram em greve por atraso no salário de funcionários

Clube passa por grave crise financeira e no futebol, onde está para cair da segunda divisão inglesa

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Na última segunda-feira, os jogadores do Bolton anunciaram que entrariam em paralisação por dois dias, sem aparecer para treinar. A razão era o atraso de salários, mas não os deles, e sim os dos funcionários do clube, que estavam há dois meses sem receber.

O Bolton atravessa uma crise dentro e fora dos gramados. É o penúltimo colocado na segunda divisão do Campeonato Inglês, a cinco pontos do último time fora da zona de rebaixamento, o Milwall, faltando apenas sete rodadas para o fim do torneio. Financeiramente, porém, o problema é ainda maior.

O clube é propriedade de Ken Anderson, que comprou o Bolton ao término da temporada 2016 - inicialmente com um sócio, depois pagando a este parceiro e cuidando do time sozinho. O time conseguiu subir da terceira divisão para a segunda, entretanto, continuou atolado em dívidas. Agora, por causa das débitos, pode perder pontos na justiça.

Anderson tenta um adiamento das dívidas tributária que tem, no valor de 1,2 milhão de libras esterlinas (R$ 6,072 milhões), ao mesmo tempo em que negocia uma nova venda do clube. Caso não obtenha sucesso, o Bolton pode ir à falência ou perder 12 pontos para o torneio nacional que disputar na próxima temporada.

Em meio a tudo isso, os funcionários do clube seguem sem receber, e extremamente decepcionados com a direção do clube, que prometeu novos ares e está entregando.

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