Jornais espanhóis sobre eliminação: 'fracasso', 'decepção' e 'maldição'

Demissão de Lopetegui, falta de criatividade e de objetivo são algumas das críticas mais recorrentes

A Espanha foi eliminada pelos donos da casa nas oitavas de final da Copa do Mundo. Após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, a Rússia contou com o brilho do goleiro Igor Akinfeev na disputa de pênaltis: defendeu os chutes de Koke e Aspas e colocou a Rússia nas quartas de final.

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Diante da eliminação, a imprensa do país reagiu com indignação. Com essa campanha, a seleção espanhola completa uma série de três eliminações precoces em grandes competições: em 2014 caiu na fase de grupos e, na Euro 2016 também não passou das oitavas. 

O jornal Marca, um dos principais do país, foca nesta sequência de derrotas consecutivas, citando uma "Espanha de antes". Uma de suas matérias sintetiza a atuação espanhola: "um campeonato horrível, no qual apenas alguns minutos foram salvos contra Portugal".

Depois, falam que a derrota para um adversário que, relembram, é o 70º do ranking da Fifa, só pode ser descrita como "fracasso". Para eles, o maior problema é que a equipe não tem "forma nem ideias". Em resumo, culpam a demissão de Lopetegui às vésperas do mundial e de "alguns jogadores que foram, com poucas exceções, bem abaixo do nível que era esperado".

"Outra decepção mundial", é assim que o jornal As define a eliminação. A principal matéria do portal também relembra a demissão de Lopetegui, mas critica mesmo o goleiro De Gea: "não impediu nenhuma das quatro penalidades que mandaram a seleção para casa. O modelo que fez um império merece uma revisão".

O texto questiona ainda não só a falta de chutes ao gol, mas ao fato da seleção ter "queimado minutos diante de um adversário sem pretensão". Isso porque a equipe tocou um total de 1.029 passes, com um acerto de 91% e somado aos 74% da posse de bola. "Aquele domínio abusivo e sufocante, aquele jogo inteligente que não é produto das salas de musculação, estava esquecendo o objetivo".

O Mundo Deportivo, por sua vez, fala da "maldição" espanhola frente aos anfitriões do mundial. Relembrando que a "Roja", como é chamada, já caíra diante da Coreia do Sul (2002), do Brasil (1950) e da Itália (1934). "Espanha perde na roleta russa", anuncia o El Mundo.

Enquanto isso, o El País mancheta "Espanha retrocede uma década". O texto já começa com uma forte crítica: "a Espanha foi tão estúpida durante a tempestuosa Copa do Mundo que acabou condenando a si mesma", analisam. Em seguida, relembram que não foi preciso nem um "rival iluminado" cruzar seu caminho, apenas a Rússia, um rival que classificam como "semelhante ao Irã e Marrocos".

Outro texto do portal leva o título "Nem estilo, nem fúria: Espanha adormece na Rússia". "Nenhum jogador  sabia como tirar o time do tédio, não havia uma jogada decente e a piora era tão progressiva que a Espanha foi eliminada por um adversário menor", sintetizam. 

 

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