Jornal explica como mão no ombro de Messi piorou crise na seleção argentina

Clarín publica matéria sobre os bastidores e o clima nada agradável da Argentina durante a Copa do Mundo

Treze dias depois da eliminação da Argentina da Copa do Mundo após uma derrota para a finalista França nas oitavas de final, o jornal Clarín publica uma longa matéria sobre os bastidores e o clima nada agradável, "envolto em nervos, tensões e contrapontos", da seleção durante o mundial na Rússia.

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Entre os episódios que chamam a atenção, um inclui o braço direito do técnico Jorge Sampaoli e o maior craque do país: Sebastián Beccacece e Lionel Messi. De acordo com a reportagem, o fato se passou em março deste ano, dias antes de um amistoso contra a Itália.

“Leo, assim não. Melhor se movimentar para outro lado”, teria dito Beccacece durante um dos treinos. Mas o que teria realmente incomodado o jogador foi a mão que o auxiliar apoiou em seu ombro. "Na hora o camisa 10 não disse nada, mas depois de um tempo, em privacidade, ele teria pedido que não se repetisse uma situação semelhante", descreve o jornal.

Beccacece, segundo uma fonte não identificada citada pelo jornal, também mantinha discussões diárias com o técnico Sampaoli. Já durante o mundial, a publicação aponta uma discussão entre os dois, na frente dos jogadores, como estopim para que o treinador perdesse de vez o comando do grupo. 

Usados com frequência ao longo da preparação, Federico Fazio e Giovani Lo Celso pouco jogaram na Rússia. De acordo com a matéria, o técnico teria ouvido comentários de Messi sobre “imperfeições na saída” do zagueiro da Roma, e “um estilo de passe que não o convencia” em relação ao meia do PSG. O que demonstra a grande influência que o craque tinha com Sampaoli.

Por último, o jornal argentino diz que, o time escalado contra a Nigéria foi “70% de Messi e 30% de Sampaoli”. Já o da eliminação para a França teve mais a influência do treinador, com o camisa 10 jogando como falso nove. Tentativa que fracassou e "acabou incomodando, por exemplo, Sergio Aguero”, relata a matéria.

“Assim se entende a frustração da seleção. Uma comissão técnica com seus principais líderes brigados; muitos jogadores de idade avançada sem respostas físicas para tanta intensidade; um craque de novo abandonado por uma equipe que nunca foi; e dirigentes limitados diante de uma realidade muito pesada”, encerra o Clarín.

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