Juiz admite 'erro de procedimento', mas nega ajuda externa em decisão

Justificativa dada foi que ele tinha ouvido alguém falar "canto" no sistema de comunicação

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Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza é um dos nomes mais falados após a vitória do Corinthians na final do Campeonato Paulista. Responsável por apitar o clássico no Allianz Parque, o árbitro foi o protagonista de um lance muito contestado pelos jogadores, diretoria e torcida palmeirense: o pênalti de Ralf em Dudu.

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Após dividida entre Ralf e Dudu na grande área, Marcelo marcou pênalti para o Palmeiras. Os jogadores do Corinthians iniciaram pressão sobre o árbitro. A final ficou parada por cerca de dez minutos até a decisão ser confirmada e o pênalti ser desmarcado. 

"Eu tomei a decisão do ângulo que eu tinha. Para mim, tinha sido pênalti. Mas o quarto árbitro tem uma visão lateral e me informa que o toque foi na bola. A visão dele é melhor do que a minha. O importante é acertar a decisão, e nós acertamos", sintetizou.

Em entrevista à ESPN Brasil, Marcelo concordou que não foi adequado dirigir-se até o meio de campo instantes depois da marcação do pênalti. A justificativa dada foi que ele tinha ouvido alguém falar "canto" no sistema de comunicação e queria saber quem tinha indicado o escanteio no momento do lance polêmico. 

"O procedimento realmente não foi o ideal. Você me pergunta por que fui no meio de campo. Fui para chamar todos da minha equipe para que eu pudesse ouvir. E mesmo indo ao meio de campo, distante dos jogadores, eles não conseguiram me ouvir", explicou.

Uma das reclamações é que houve uma interferencia externa. Imagens de TV mostram que o quarto árbitro, Adriano de Assis Miranda, só vai até o árbitro principal após ser abordado pelo quinto árbitro, Alberto Poletta Masseira. Pela regra, a única função do quinto árbitro é substituir um membro da equipe de arbitragem se houver necessidade.

"Imagine você na linha telefônica com mais cinco pessoas falando? Você não consegue entender ninguém. O quarto árbitro me passou a informação via rádio. Na cabeça dele, eu tinha ouvido. O quinto árbitro se dirige até ele e fala para ele ir até mim", justificou.

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