Juiz não recebe, fica de saco cheio e atrasa início da partida no Amazonão

Jogo entre Tarumã e Penarol-AM, pela Série B do Campeonato Amazonense, só começou depois de muita conversa com o árbitro

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A partida entre o Tarumã e o Peñarol do Amazonas, marcada para as 20h de ontem, só começou às 20h23 porque o árbitro do jogo, Walter do Nascimento, atrasou o jogo propositalmente.

Ao entrar em campo, juntamente com as duas equipes, Nascimento afirmou que não recebeu R$ 1.200 do mandante, o Tarumã, que deveriam ter sido acertados depois da última partida da equipe, no dia 7 deste mês, a título de taxa de arbitragem. Sem dinheiro no bolso, o juiz se negava a iniciar o jogo, segundo informações do portal GloboEsporte.

Com o púlico e as equipes esperando, foi preciso chamar o presidente da Confederação Estadual de Arbitragem do Amazonas (Ceaf-AM), Wladimir Bastos, que entrou em campo para convencer o juiz a autorizar o início da partida. Relutante no início, ele só acabou cedendo depois de muita conversa. Bastos saiu classificando o incidente de 'lamentável'.

A confusão aconteceu porque há diferentes interpretações do regulamento da Federação Amazonense de Futebol sobre o pagamento dos juízes - uma prevê que o time mandante deve pagar o árbitro em até 24h antes do início da sua próxima partida como mandante. E, segundo uma outra, haveria um prazo mais alongado para tal pagamento, sem prejuízo do próximo jogo quando não houvesse o acerto relativo a dívidas anteriores.

O Peñarol-AM acabou vencendo o jogo por 1 a 0.

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