Juninho sugere que Renê foi barrado no Flamengo por ser 'feio e nordestino'

Comentarista foi respondido pelo clube: 'Acusação grave e infeliz de preconceito; ele não conhece a história rubro-negra'

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O ex-jogador e comentarista Juninho Pernambucano foi bastante incisivo em declações no programa "Seleção Sportv" desta sexta-feira em relação às demissões realizadas no Flamengo na quinta-feira. Além de críticas à diretoria do clube, ele deu a entender que a saída do lateral Renê do time titular se deu por "preconceito".

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"Como o Renê é ruim se chegou ao Flamengo?", perguntou o comentarista. "O Renê é feio, é nordestino e não é amigo de ninguém. Isso é a realidade. O Brasil é preconceituoso, o brasileiro é preconceituoso e a torcida da massa é preconceituosa. Então, o que acontece no Flamengo é bagunça porque não se deixa ninguém trabalhar."

Os comentários revoltaram a diretoria flamenguista, que emitiu uma nota nesta tarde repudindo o que achama de "acusação grave e infeliz" de Juninho. "O profissional desconhece profundamente a história rubro-negra. (...) Somos o time Mais Querido do Brasil por nossa pluralidade. Não somos uma "torcida de massa", somos uma Nação. (...) Respeitamos a liberdade de expressão, mas uma acusação de preconceito não podemos aceitar."

 

Leia a nota na íntegra: 

"O Renê é feio, nordestino e não é amigo de ninguém. O brasileiro é preconceituoso e a torcida da massa é preconceituosa". A afirmação é do ex-jogador e atual comentarista Juninho Pernambucano, feita hoje no "Seleção Sportv", para justificar a não utilização do lateral-esquerdo do Flamengo na partida da última quarta-feira (28).

O Clube de Regatas do Flamengo vem a público lamentar profundamente a acusação grave e infeliz e tem certeza de que o profissional desconhece profundamente a história rubro-negra escrita por Dida, Zagallo, Junior, Nunes, Bebeto, Obina, Ronaldo Angelim, entre outros.

Somos o time Mais Querido do Brasil por nossa pluralidade. Não somos uma "torcida de massa", somos uma Nação. Estamos espalhados nos 26 estados, no Distrito Federal, somos de todas as cores, credos, tamanhos e gêneros. Somos do sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste. Somos do Brasil e do exterior. Somos todos, menos alguns! Na nossa arquibancada a mistura de sotaques, rostos, classe social e, tudo que forma o ser humano, estará sempre presente.

O Flamengo sempre estará à frente de todas as lutas. Seja contra o racismo, pela luta da mulher por respeito no trabalho, causas sociais e tudo que for relevante para construir um mundo melhor. Nosso DNA não combina com discriminação, muito menos com a xenofobia.

Vale ressaltar que o comentarista fez outras críticas, emitiu opiniões sobre atletas e o comando do clube. Democráticos e inclusivos que somos, respeitamos a liberdade de expressão, mas uma acusação de preconceito não podemos aceitar.

Por fim, a não utilização de Renê ou qualquer atleta do elenco restringe-se a escolhas táticas, técnicas e físicas, algo que certamente um comentarista e ex-jogador deveria saber."

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