Homem que perseguiu Quagliarella e o fez sair do Napoli é condenado e preso

Carteiro se aproveitava da profissão para enviar mensagens chamando jogador de traficante e pedófilo

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Rafaelle Picollo, homem que por anos ameaçou e fez duras acusações contra o atacante Fabio Quagliarella em cartas anônimas, foi condenado pela justiça italiana a quatro anos e meio de prisão e já começou a cumprir a pena. Os crimes foram cometidos entre 2006 e 2010, quando o atleta estava no Napoli, e acabaram fazendo com que ele deixasse o clube.

Picollo era carteiro e se passou por policial para se aproximar do jogador e fingir que o ajudaria a lidar com a situação e descobrir o perseguidor, que era ele mesmo. Aproveitando-se de sua real profissão, enviava cartas ameaçando o jogador e sua família, e o acusava de pertencer à máfia napolitana, de ser um traficante de drogas e um pedófilo.

As cartas se tornaram um pesadelo para Quagliarella. Apesar de ser torcedor do Napoli desde pequeno, ele acabou saindo do time e foi para a Juventus em 2010, despertando o ódio da torcida do seu ex-time, que o acusou de traidor.

"Sempre me imaginei como capitão do Napoli, de ganhar algo com eles porque estavam se tornando um time tão bom como são agora. Se nada disso tuvesse acontecido, estou seguro de que estaria jogando lá até hoje", afirmou Quagliarella em 2017, após um jogo da seleção italiana.

A torcida do Napoli já chegou a estender faixas pedindo desculpas a Quagliarella após o jogador revelar o que o fez sair do time, em 2017. Aos 36 anos, o atacante hoje joga na Sampdoria

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