Kazim agradece seus pais: 'Muitos primos e amigos estão presos ou mortos'

Nascido em Londres, mas se considerando turco, atacante estar em casa no Corinthians

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Apesar de estar no clube há três meses, o turco Colin Kazim-Richards já é um dos jogadores favoritos da torcida corintiana neste início de temporada. E, em entrevista ao jornal inglês The Guardian, o atacante confessa que se encontrou no clube paulista. 

"Eu tentei explicar a eles (corintianos) que, ok, eu não vim das favelas porque de onde eu vim não há favelas, mas eu cresci em uma área que tem as mesmas injustiças e políticas que vocês", declarou. Kazim acredita que alguns times se cansam de jogadores com excessiva raça e determinação. "Mas no Corinthians não, eles gostam disso, então é como se tivesse encontrado minha casa."

Apesar de ter crescido na região leste de Londres, Kazim não se sente nem um pouco inglês. "Meu sangue não é inglês, sabe? Cresci como um caribenho e um turco. Nunca comi peixe e batata na infância, minha mãe cozinhava comida turca ou caribenha. Como família, estamos bem longe de sermos ingleses. Eu respeito a Inglaterra. O país não deu nada a meus pais, mas nos deram uma plataforma. E estava nas mãos deles e dos meus familiares fazer alguma coisa disso. Mas 95% de nós falhamos", explica o camisa 18. 

"Tenho sorte que meus pais persistiram comigo e eu consegui me tornar alguma coisa, mas muitos dos meus primos e amigos estão presos ou mortos", completa. 

A entrevista completa do atacante Kazim ao jornal The Guardian, na qual também fala sobre racismo, trocas de clubes e suas convocaçãoes à seleção turca, pode ser conferida aqui.

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