Koulibaly conta história hilária sobre o nascimento de seu filho e Sarri

Treinador não queria liberar jogador para acompanhar o nascimento do primeiro filho no hospital

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Imagine ter um jogo de futebol profissional no mesmo dia em que sua esposa pode dar à luz ao seu primeiro filho. E o seu técnico insiste que você é necessário no jogo, até o fim. Isso aconteceu com o zagueiro Kalidou Koulibaly, do Napoli, quando Maurizio Sarri ainda era o treinador da equipe.

Em entrevista ao site The Players Tribune, o jogador senegalês narrou uma situação que beirou o surreal em um dia que o Napoli enfrentaria o Sassuolo pelo Campeonato Italiano à tarde, mas sua esposa já o chamou para ir ao hospital de manhã. Confira o relato completo - com um plot twist no final:

A melhor história para mim foi a do dia em que meu filho nasceu. Eu nunca vou esquecer esse dia, porque é uma história maluca, que resume bem o que é o Napoli. Eu e minha esposa fomos a uma clínica bem de manhã, e a gente tinha um jogo contra o Sassuolo de noite, no San Paolo.

(Nós, atletas) Estávamos na sessão de análise de vídeo e meu celular não parava de vibrar. Geralmente, eu deixo desligado, mas estava preocupado com minha esposa. Ela me ligou cinco ou seis vezes. Nosso técnico era Maurizio Sarri. Ele é um cara muito intenso, então eu não queria atender. Mas, como não parava de vibrar, eu saí da sala e atendi. Minha esposa disse: 'Venha para casa agora! Nosso filho vai nascer'.

Fui até Sarri e disse: "Mister, me desculpe, mas tenho que ir embora. Meu filho vai nascer!".O Sarri me olhou de volta e disse: "Não, não, não. Eu preciso de você hoje, Kouli. Eu realmente preciso de você. Infelizmente, você não pode ir". Eu respondi: "Mister, é o nascimento do meu filho. Faça o que quiser comigo. Multa, suspensão, eu não ligo. Estou indo embora".

O Sarri estava no pico de estresse, fumando seu cigarro. Fumava, pensava, fumava, pensava... Então, ele finalmente fala: 'OK, OK, pode ir para a clínica. Mas esteja de volta para a partida de noite. Eu preciso de você, Kouli!".

Eu corri para a clínica o mais rápido que podia. Se você nunca foi pai pela primeira vez, jamais pode entender esse sentimento. Você simplesmente não pode perder o nascimento de seu filho. Eu cheguei à clínica ao meio-dia e, graças a Deus, às 13h30 um pequeno napolitano nasceu. Demos a ele o nome de Seni. Foi o dia mais feliz da minha vida.

Às 16h, recebi uma ligação de Sarri. Esse cara... Você tem que entender... Ele é louco! Eu digo isso de uma boa maneira, mas ele é louco! Eu atendo e ele pergunta: "Kouli, você já está voltando? Eu preciso de você! Eu realmente preciso de você! Por favor!".

Minha esposa estava em repouso, e provavelmente precisava de mim também. Mas eu não queria decepcionar meus colegas de equipe, porque eu também os amo, assim como amo a cidade de Nápoles. Minha mulher me liberou, e eu fui para o estádio.

Então, estou trocado e pronto para jogar, e o Sarri aparece no vestiário com a folha da escalação. Comecei a olhar... Olhava... Olhava... E meu número não estava lá!

Levantei e falei: "Mister, isso é alguma brincadeira?"

Ele: "O quê? É a escalação que escolhi para hoje". Ele me deixou no banco! Ele sequer me escalou como titular!

Eu gritei: "Mister! Meu filho! Minha mulher! E os deixei sozinhos! Você disse que precisava de mim!" E ele respondeu: "Sim, nós precisamos de você no banco hoje". Todo aquele drama, e eu nem fui escalado como titular!

Quando penso nisso hoje em dia, eu dou risada. Mas, naquela época, eu queria chorar. Talvez as pessoas vejam isso como uma história negativa. Mas, para mim, é uma história sobre todas as coisas que amo em Nápoles. Se eu tiver que explicar, as pessoas não vão entender. É como tentar explicar uma piada. Para entender Nápoles, você tem que vir à cidade e senti-la. Sim, ela é louca. Mas também é acolhedora.

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