Massagista recorda sobre doping de Maradona: 'Se soubesse, tinha jogado fora'

Miguel di Lorenzo entregou comprimidos de efedrina para o camisa 10 da equipe, sem saber do que se tratava

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O massagista Miguel di Lorenzo foi um dos integrantes da comissão técnica da seleção argentina para a Copa do Mundo de 1994. E, sem saber, participou de um momento chave daquele torneio: o doping de Maradona, conforme relatou em entrevista ao programa Super Deportivo.

"Não esqueço daquelas imagens. A pior que tenho é a de Diego na Copa do Mundo de 94. Lembro que estava massageando Caniggia e aparece Serrini (antigo nutricionista) e me diz: 'Entrega isso a Diego. Não dei bola para ele, não fazia ideia do que era. Ele trouxe um pouco de água e seis comprimidos que deram a Diego. Não era droga, era efedrina. Se eu soubesse do que se tratava, teria jogado fora", contou o massagista.

"Ele tomou os seis comprimidos. Eu percebi depois em Dallas que acontecia algo muito estranho. Ninguém me dizia nada. Até que Goycochea me disse: 'O 10 testou positivo'. Fui para meu quarto e fiquei sem comer. Se eu soubesse disso, teria jogado tudo na m...", lamentou di Lorenzo, que já havia trabalhado nas Copas de 1986 e 1990.

A efedrina, substância que ajuda a emagrecer e também é um estimulante, apareceu no exame antidoping de Maradona após o segundo jogo da Copa, contra a Nigéria, levando-o a ser suspenso até o fim do torneio. Sem ele, a Argentina perdeu a última partida da fase de grupos para a Bulgária, mas ainda se classificou; já nas oitavas de final, a equipe caiu para a Romênia de Gheorghe Hagi por 3 a 2.

Após cumprir 15 meses de suspensão pelo doping, Maradona ainda voltou a jogar no Boca Juniors, mas não teve bom desempenho e acabou se aposentando dos gramados em 1997.

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