Melhor do Mundial e artilheira, Rapinoe já disse que não visitará Trump

Capitã da seleção norte-americana tem opinião contrária ao governo de Donald Trump

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As opiniões políticas diferentes entre o presidente Donald Trump e a capitã da seleção norte-americana feminina, Megan Rapinoe, foi um assunto recorrente durante o Mundial da categoria na França. Neste domingo, marcado pela conquista do tetracampeonato em cima da Holanda, os protestos da atleta de 33 anos se repetiram.

Escolhida como melhor jogadora do Mundial na França, Rapinoe já havia avisado que se ganhassem o título se recusaria a ir à Casa Branca. Na ocasião em que a camisa 15 da seleção americana fez essa afirmação e duvidou que a equipe fosse convidada para visitar a residência oficial do presidente, Trump a criticou no Twitter

"Eu sou um grande fã do futebol feminino, mas Megan [Rapinoe] deve ganhar primeiro para falar depois. Termine o seu trabalho! Ainda não convidamos Megan ou a equipe, mas agora estamos convidando o time, ganhando ou perdendo. Megan nunca deve desrespeitar nosso país, a Casa Branca ou nossa bandeira, especialmente porque muito tem sido feito por ela e pela equipe. Tenha orgulho da bandeira que você veste", escreveu o republicano.

Megan o respondeu. Campeã neste domingo com a sua seleção ao vencerem a Holanda por 2 a 0, Rapinoe foi eleita artilheira e melhor jogadora do torneio. Como tem feito, a atleta de 33 anos manteve sua posição contrária ao atual governo do país e em protesto não canta o hino nacional dos Estados Unidos quando é executado.

Em uma das entrevistas coletivas, a capitã reinterou que essa decisão está diretamente ligada relacionado com sua luta pessoal. "Como uma homossexual americana, sei o que significa olhar para a bandeira e não sentir que ela protege as suas liberdades", afirmou. 

Outro personagem de destaque da seleção norte-americana também comentou sobre a decisão de ir ou não à Casa Branca dois dias antes da grande final. A atacante Alex Morgan, que divide a artilharia do torneio Rapinoe e Ellen White, da Inglaterra, deu a entender que a visita oficial é improvável, mas que só seria decidido após a decisão com a Holanda.

"Acredito que vamos tomar essa decisão após o fim do jogo de domingo. Acho que houve muita conversa prematura sobre a Casa Branca e sobre Trump, mas primeiro precisamos fazer nosso trabalho e, além disso, eu acho que vocês sabem a resposta para a pergunta de qualquer maneira", disse Morgan.

 

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