Muricy descarta voltar como técnico, mas quer ajudar o São Paulo de graça

Ídolo da história do clube como jogador e treinador, atual comentarista se oferece para conversar com elenco e comissão técnica

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Não é muito difícil encontrar torcedores do São Paulo afirmando que a única pessoa que pode tirar o clube do seu pior momento na história no Campeonato Brasileiro é Muricy Ramalho. Ele, no entanto, já afirmou anteriormente que, por razões de saúde, deve seguir como comentarista e não retornar ao cargo de treinador. 

Na edição desta segunda-feira, 11, do programa "Bem, Amigos!", do SporTV, ele não voltou atrás em sua decisão. Sem ter tido qualquer contato com a diretoria são-paulina, ele afirmou que torce "bastante" para o time sair da parte de baixo da tabela. Porém, se disse disposto a ajudar o clube de alguma forma nesta situação incômoda. 

"Como técnico não existe nenhuma chance. Estou muito feliz no SporTV, sou muito bem tratado. Sabe o que faz a gente balançar? Gostaria de ajudar sem ganhar nada. Eu queria ajudar de alguma maneira, dando uma palavra ao time, ou para o próprio (Dorival) Júnior. Ajudar de alguma maneira", declarou. 

"Eu nasci no São Paulo, eu fui criado lá dentro. Fui criado também como treinador da base e depois do profissional. Eu tive todas as chances nesse clube. Então, eu sou muito grato e tenho um carinho enorme da torcida. Como técnico eu não quero mais", completou. 

 

 

Mesmo com o time na zona de rebaixamento 11 das últimas 13 rodadas, Muricy não vê o cenário como irreversível. Para o ex-técnico, o momento "não é terrível", já que "com duas vitórias, chega no 11º, que hoje é o Atlético-MG". "Dá para ter uma reação. É uma situação muito complicada, mas tem condições de sair". 

Além dos resultados em si, o clima no elenco pode ser um dos fatores a dificultar a fuga da Série B. "A gente não pode falar do ambiente porque a gente não sabe como está o ambiente. A parte coletiva do São Paulo melhorou um pouquinho, mas ainda está oscilando. o Júnior teve 15 dias para melhorar o time e melhorou um pouquinho. Mas o que mais dificulta esse time é a parte individual. Não pelos atletas, porque tem bons jogadores em todos os setores. Mas é a parte psicológica. O time está muito abatido. Quando toma um gol é um desespero danado. O Júnior precisa trabalhar muito essa parte de confiança e a parte psicológica, que tem lá a psicóloga do São Paulo que pode ajudar bastante", concluiu. 

 

 

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