'Não se trata apenas de dinheiro, é sobre atitude e respeito', diz Ada Hegerberg

Atleta fez hat-trick na vitória do Lyon sobre o Barcelona na final da Liga dos Campeões feminina

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Ada Hegerberg é atualmente uma das principais jogadoras do futebol feminino. Grande nome do Lyon bicampeão da Liga dos Campeões feminina, a norueguesa foi questionada sobre a sua luta por igualdade no esporte pela BBC, e deu uma resposta muito completa sobre seu ponto de vista.

"É ótimo que nós todos falemos sobre investimentos, mas precisa ter ação por trás também. Se não insistirmos pela mudança no futebol feminino para que vá na direção certa, isso não acontecerá por si só. Eu acho que algumas vezes nós precisamos sair e pensar: estamos indo tão rápido quanto deveríamos estar? Estamos fazendo as coisas direito? Isso é tudo conversa?", disse Hegerberg, começando a responder.

"Futebol é a minha maior paixão na vida e eu trabalhei realmente duro para chegar até aqui. É muito importante para mim, então, eu não posso sentar e assistir as coisas não indo na direção certa. Seria fácil para mim jogar, fazer minhas coisas e ficar quieta. Mas é muito maior do que isso", prosseguiu a atacante.

"Ganhar todos esses títulos e ter todo esse sucesso te dá uma voz. Não se trata de mim. Nunca é sobre mim. É sobre ter uma mudança no esporte. Isso deveria motivar muitas outras também. Nós todas estamos nisso juntas. Quanto mais as pessoas dão atenção ao pagamento igual, mais fácil fica. Eu acho que nós deveríamos olhar para nós mesmos e o que nós podemos fazer para desenvolver o esporte para melhorar o nível. Esse é o nosso maior trabalho", opinou a jogadora do Lyon.

"Mas não se trata apenas de dinheiro. É sobre atitude e respeito. Nós estamos falando sobre jovens garotas tenham as mesmas oportunidades que os rapazes – darem a elas a mesma oportunidade para sonhar. Se você pode mudar atitudes no começo, as coisas irão mudar. Os homens de terno não podem ignorar isso. Eles irão entender um dia. Eles irão entender que se trata de sociedade e de futebol moderno", finalizou.

Hegerberg tem 23 anos, mas não defende a seleção norueguesa desde 2017, como forma de protesto em prol da igualdade de pagamento e tratamento entre os times masculino e feminino. A atleta recebeu a bola de ouro da revista France Football em 2018, além do prêmio da Uefa de melhor jogadora, mas perdeu para Marta na premiação da Fifa. No último sábado, Hegerberg fez três gols na vitória do Lyon por 4 a 1 sobre o Barcelona na final da Liga dos Campeões feminina.

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