ONU ressalta diferença salarial entre futebol masculino e feminino

Salário recebido por Messi é utilizado como exemplo pelo órgão internacional

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O futebol feminino está vendo a sua maior edição da Copa do Mundo neste ano em 2019, na qual o Brasil, infelizmente, foi eliminado neste domingo pela França. Com a visibilidade gerada pelo torneio, a Organização das Nações Unidas (ONU) ressaltou a diferença de pagamento entre as versões masculina e feminina do esporte.

Segundo o dado apresentado pela entidade, apenas Lionel Messi recebe em um ano o dobro do pagamento que as 1.693 jogadoras das principais ligas do mundo recebem juntas no mesmo período de tempo. O argentino receberia US$ 84 milhões (R$ 320 milhões), enquanto as atletas receberiam, juntas, US$ 42,6 milhões (R$ 162 milhões).

Vale lembrar que a diferença salarial entre homens e mulheres está presente na maior parte dos esportes. No tênis, por exemplo, os quatro grand slams (Aberto da Austrália, Aberto dos Estados Unidos, Roland Garros e Wimbledon) pagam igual, mas a maior parte dos outros torneios têm diferença na premiação entre os gêneros.

Essa diferença, é claro, não passa despercebida pelas atletas, que lutam para mudar a situação. Ada Hegerberg, considerada uma das melhores jogadoras do mundo, se recusa a jogar pela seleção norueguesa pelas diferenças de premiações. Megan Rapinoe e outras atletas dos Estados Unidos entraram com processo contra a federação futebolística do país pela mesma razão.

No Brasil, Marta procurou evidenciar a luta pela igualdade de gênero na Copa do Mundo. Ao fazer gol contra a Austrália, na segunda rodada da fase de grupos, ela demonstrou o símbolo da campanha 'Go Equal', sobre essa causa, que levava na chuteira.

Neste domingo, o Brasil caiu para a França nas oitavas de final. As francesas abriram o placar com Gauvin, e o Brasil empatou com Thaisa, ambos os gols no segundo tempo. O Brasil atacou bem e ficou perto de conseguir a vitória, mas acabou levando gol de Henry no segundo tempo da prorrogação, sendo eliminado.

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