Portuguesa derrota covid-19 por 3 a 2 em jogo imaginário para 12 mil pessoas

Jogos pode ser visto no Youtube e clube cobra o valor de R$ 5,00 por ingresso

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Em uma transmissão online direto do Estádio do Canindé, que estava de portões fechados, arquibancadas vazias e holofotes acesos, a Portuguesa derrotou a covid-19, por 3 a 2, em uma partida imaginária. Os ingressos, ao valor de R$ 5,00 cada, ainda estão a venda e ficarão disponíveis até esta terça-feira pelo site: http://www.portuguesa.com.br/contracovid/. O jogo pode ser visto no Youtube.

A transmissão reuniu mais de 12 mil torcedores, que assistiram à partida simultaneamente. O número é seis vezes superior à média de público da Lusa na Série A2.

O cheiro da fumaça da churrascaria ao lado, o vendedor de tremoço, a bateria da Leões da Fabulosa e a tradição da torcida de mudar de lado na arquibancada no intervalo foram lembrados pelo narrador Gomão Ribeiro e pelos comentaristas Luiz Nascimento e Antonio Quintal. Torcedores comentavam em tempo real, nas redes sociais.

A Portuguesa teve duas escalações, uma em cada tempo, eleitas pelos torcedores em votação online. As duas foram exibidas por meio de ilustrações feitas pelo cartunista e torcedor lusitano Paulo Batista. Na primeira etapa, foram a campo: Felix; Djalma Santos, Emerson, César e Zé Roberto; Capitão, Enéas e Dener; Rodrigo Fabri, Ivair e Julinho Botelho.

Ivair, o "Príncipe", abriu o placar. A covid-19 empatou em um momento de "excesso de confiança". Mas Dener recolocou a equipe à frente. O lance, aliás, foi narrado com base no gol antológico marcado pelo camisa 10 em 1991 contra a Inter de Limeira.

No intervalo, a Lusa mudou de time e surgiu para o segundo tempo com: Clemer; Zé Maria, Luis Pereira, Marinho Peres e Marcelo Cordeiro; Badeco, Toninho e Marco Antônio; Leandro Amaral, Paulinho McLaren e Pinga.

Esse foi o esquadrão que, também pelo excesso de confiança, tomou um gol logo no início da etapa final.

O placar apertado e o jogo duro foram uma alusão à batalha que o mundo trava contra o novo coronavírus. A todo momento, Gomão Ribeiro e Luiz Nascimento reforçavam a necessidade de a torcida ter paciência e perseverança enquanto a pandemia não passa efetivamente.

A responsabilidade social, inclusive, esteve presente na escalação da covid-19. Cada posição simbolizava uma contra-indicação da Organização Mundial da Saúde, como "não lavar as mãos", "tossir/espirrar sem proteção", "idoso na rua" e até "fazer churrasco com os amigos".

A Portuguesa venceu a partida no último minuto, com um golaço do meia Marco Antônio, semelhante àquele marcado pelo camisa 10 no título da BarceLusa em 2011. A transmissão terminou em tom de emoção e gratidão à torcida rubro-verde.

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