Prefeitura autoriza demolição de parte da casa de Romário no Rio

Laudo aponta que imóvel foi erguido em área pública e não deveria

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A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou ontem no Diário Oficial autorização para a demolição de parte da casa do senador Romário, ex-atacante da seleção brasileira. O imóvel está localizado em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. Uma parte da casa, não toda, foi construído em área pública, como aponta o laudo da Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação da cidade.

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O senador nega ser o dono desta casa no condomínio fechado, avaliada em R$ 6,4 milhões. O imóvel está registrano no nome da advogada Adriana Sorrentino, que já foi casada com o também ex-jogador Edmundo. Em fevereiro, em entrevista ao jornal O Globo, ela disse que vendeu a casa para o senador Romário, mas que a trasferência de nome ainda não havia acontecido, pois a compra não foi quitada.  

Um vizinho da propriedade confirmou que Romário havia adquirido a mansão e, em seguida, iniciado a reforma. A fiscalização notou que não havia licenciamento. Então, desde dezembro de 2016, a obra estava formalmente embargada. Oito multas foram aplicadas em função do descumprimento, o que não foi suficiente para interromper os trabalhos.

Segundo o laudo, Romário teria demolido 60% do que ergueu e acrescentou mais de 600 metros quadrados na área corrida. A área total tem 1.575 metros quadrados, e conta com um campinho de futebol.  "A construção também excede o limite máximo de área total edificada permitido para o local", informa o laudo, assinado por três técnicos da prefeitura do Rio.

O jornal carioca mostrou também que Romário ocultou patrimônio com o objetivo de burlar o pagamento de dívidas. Dois imóveis que pertenciam ao ex-jogador, mas estavam em nome de uma construtora, já foram leiloados pela justiça. 

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