Prefeitura de Magé 'perdeu' corpo de Garrincha em cemitério municipal

Administração não tem certeza de onde estão os restos mortais de um dos maiores jogadores da história do futebol

Relacionadas

Um dos maiores jogadores da história do futebol passa por um problema um tanto incômoda, mesmo após sua morte. Segundo matéria do jornal Extra, publicada nesta quarta-feira, a Prefeitura de Magé, no Rio de Janeiro, não sabe onde está enterrado o corpo de Manuel Francisco dos Santos, o eterno Mané Garrincha. Morto em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos, em decorrência do alcoolismo, ele foi enterrado no Cemitério Municipal de Raiz da Serra. 

De acordo com o texto, o erro foi percebido quando o atual prefeito da cidade, Rafael Tubarão, pediu informações sobre o local exato do sepultamento para que fosse realizada uma homenagem ao jogador em outubro, quando ele completaria 84 anos. A Secretaria de Ação Social entregou um relatório sobre o recadastramento do cemitério informando a exumação do corpo, mas não há nada sobre o destino dos restos mortais. 

Priscila Libéria, atual administradora do cemitério, afirmou que não há nem a certeza de que ele esteja enterrado no local. "Houve uma informação de que o corpo foi exumado e levado para um nicho (gaveta no cemitério), mas não há documento da exumação." 

Quem também confirma o desenterro é João Rogoginsky, de 70 anos, primo do jogador. Ele, no entanto, não presenciou o processo realizado há dez anos e também não sabe onde foi colocada a ossada de Garrincha. "Eu não vi. Só me disseram que haviam tirado e colocado num nicho na parte superior do cemitério. Não deram nenhum documento disso."

"Fui informada pelo cemitério que haviam tirado o corpo do meu pai do local onde havia sido sepultado. Era uma cova que pertencia a uma tia que também já morreu. Disseram que estaria num nicho, mas não se tem certeza de nada. Ninguém da família foi informado da exumação do corpo. É difícil para mim e para minhas irmãs não saber onde está o corpo do nosso pai", declarou Rosângela Cunha Santos, filha do ex-jogador. "Meu pai não merecia isso", lamentou. 

Há duas sepulturas creditadas a Garrincha no cemitério. O primeiro local onde ele foi enterrado é uma sepultura coletiva, onde outros parentes dele também foram colocados. A segunda foi feita pela prefeitura de Magé em 1985 e fica a 200 metros da original. Ali, foi colocado também um obelisco, em forma de homenagem ao atleta. 

"Se a família concordar, faço exumação nas sepulturas. E um DNA para saber se algum corpo é o de Garrincha", disse Tubarão.

MAIS SOBRE:

futebol Mané Garrincha Rio de Janeiro
Comentários