Presidente da Turquia é padrinho no casamento do meia Özil

A presença de Erdogan na festa revive controvérsia que causou a aposentadoria do meia da seleção alemã em 2018

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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, foi um dos padrinhos no casamento do meia alemão Mesut Özil com a modelo sueca de origem turca Amine Gülse, realizado na sexta-feira, 7, em um hotel de luxo na cidade de Istambul. A presença de Erdogan na festa é mais um capítulo na história que resultou na aposentadoria precoce de Özil da seleção alemã após a Copa do Mundo de 2018.

A controvérsia começou em maio de 2018 quando o jogador do Arsenal tirou uma foto com o presidente da Turquia antes de se apresentar para a seleção alemã, que se preparava para defender o título mundial na Rússia. A imagem causou enorme reação na Alemanha, que se opõe ao governo de Erdogan, considerado uma ditadura pela chanceler Angela Merkel

Helge Braun, chefe de gabinete de Merkel, disse à época que a decisão de Özil em tirar a foto foi descabida e questionou a lealdade do jogador com seu país de origem. Após a Copa, quando a Alemanha foi eliminada na primeira fase, Özil anunciou sua aposentadoria da seleção alegando episódios de racismo e discriminação que surgiram após a foto com o Erdogan. 

"Eu sou alemão quando vencemos, mas imigrante quando perdemos", reclamou o meia ao explicar sua aposentadoria. Ele citou que a reação à foto com Erdogan o tornou o bode expiatório da eliminação alemã na Copa e que não sentia mais prazer em vestir a camisa alemã por conta das mensagens de racismo e desrespeito que ele recebeu. 

Em março deste ano, Özil anunciou que havia convidado Erdogan para ser seu padrinho de casamento, o que reavivou as conversas sobre a relação do jogador com a Alemanha e o presidente turco. 

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