Presidente do Atlético-MG comenta grito homofóbico que cita Bolsonaro

Sérgio Sette Câmara recorre à nota oficial do clube, diz lamentar e espera que o caso esteja encerrado

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A repercussão negativa dos gritos homofóbicos da torcida atleticana nas arquibancadas do Mineirão, durante a partida entre Cruzeiro Atlético-MG, domingo, pelo Campeonato Brasileiro, levou o presidente Sérgio Sette Câmara a se pronunciar sobre o polêmico cântico, que citou o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

"Vou começar pelo final. O que o Atlético tinha para falar a respeito daquele assunto foi feito através de uma nota oficial e acredito que, da nossa parte, o assunto está encerrado. Não vou voltar a falar sobre ele. Quem não leu a nota, ao ler, vai entender qual é o nosso posicionamento. Nós lamentamos que aquele fato tenha ocorrido", afirmou o presidente do Atlético-MG.

Durante o jogo, que acabou empatado sem gols, era possível ouvir o canto dos atleticanos tentando provocar a torcida rival. "Cruzeirense, toma cuidado, o Bolsonaro vai matar v...". Confira o vídeo:

O clube chegou a se manifestar sobre o caso em nota oficial após a partida. "O CAM (Clube Atlético Mineiro) lamenta profundamente as manifestações homofóbicas de parte dos seus torcedores, no jogo deste domingo, no Mineirão. Reiteramos nosso repúdio a quaisquer gestos de preconceito ou de incitação à violência. A maior torcida de Minas é composta por pessoas de todas as classes sociais, raças e gêneros, não cabendo qualquer tipo de discriminação. Isso não faz parte da nossa gloriosa história", escreveu. O Cruzeiro ainda não se manifestou.

 

 

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