Presidente do Schalke recebe 'cartão vermelho' da torcida por declaração racista

Clemens Tönnies estava no comando do time alemão desde 2001, mas pediu para se afastar

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A torcida do Schalke 04 se manifestou contra a declaração racista do presidente do clube, Clemens Tönnies, que afirmou que a Alemanha deveria financiar usinas na África, para os africanos pararem de derrubar árvores e de produzir crianças quando fica escuro”. No primeiro jogo após o ocorrido, os torcedores levantaram 'cartões vermelhos' para o mandatário.

Na partida, o Schalke enfrentou o Drochtessen Assel, da quarta divisão, pela Copa da Alemanha, fora de casa. Enquanto entravam no setor de visitantes, os torcedores do time de Gelsenkirchen receberam cartazes vermelhos para simular os cartões, com o nome do presidente e a palavra 'racismo' escritas. Durante o jogo, uma faixa com os dizeres 'Tönnies fora' foi estendida.

Ídolo do clube, o germano-ganês Gerald Asamoah se manifestou contra a declaração do presidente. “Para ser honesto, estou um pouco sem palavras. Trabalho com Tönnies há um longo tempo e somos amigos. Ele nunca teve comportamentos racistas comigo. Sua declaração me surpreendeu, me chocou e me machucou”, afirmou. Tönnies é presidente do Schalke desde 2001.

O próprio Tönnies já pediu desculpas pelo que disse, afirmando que foi uma colocação errada e impensada. O conselho do clube considerou que ele violou o estatuto do Schalke, que tem artigo contra a discriminação, mas não impôs qualquer sanção - o próprio presidente acabou se afastando do comando da agremiação.

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