Repórter relata assédio no Beira-Rio e presidente do Inter responde

Laura Gross, jornalista da Rádio Guaíba, cobria o duelo com o River Plate pela Libertadores na quarta

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Mais um caso de assédio no mundo do futebol. Dessa vez, a vítima foi Laura Gross. A repórter da Rádio Guaiba cobria o jogo do Internacional com o River Plate, pela Libertadores, quarta-feira. A jornalista estava dentro do Beira-Rio quando foi repetidamente assediada por um torcedor colorado, segunda ela.

No Twitter, Laura relatou os episódios no dia seguinte do empate por 2 a 2. Abalada, ela confessou que queria ter comentado ainda ontem, mas não conseguiu. "Eu juro que meu psicológico ainda não permite", publicou na noite de quarta. Hoje cedo, ela criou forças para descrever o ocorrido.

"O assédio de um torcedor conseguiu estragar o que poderia ter sido uma noite tranquila (de trabalho)", pontua. Ela conta que estava próxima da entrada do portão da imprensa quando, por volta de 18h20, um torcedor que disse ser de São Miguel do Oeste tentou beijá-la duas vezes sem seu consentimento.

Acompanhado de um amigo, aparentemente embriagados, eles se aproximaram dizendo que queriam dar entrevista "porque eu era uma repórter muito linda", recorda. Laura diz que tentou não ser arrogante nem demonstrar medo. Foi quando um deles caminhou em sua direção.

"Ele segurou minha cabeça e tentou me dar um beijo à força. Eu percebi que perdemos. Perdemos como seres humanos, humanidade, como sociedade", desabafa. "Depois da primeira tentativa e de eu reforçar pra ele parar e tentar sair a todo custo, ele seguiu. Sim, ele tentou mais uma vez. Foi quando eu empurrei a cara do desgraçado com meu cotovelo e gritei mandando sair", completa.

A repórter diz que o episódio durou cerca de um minuto, mas que teve um grande impacto: ela não conseguiu terminar o trabalho de ontem da maneira como queria e não conseguiu sequer dormir. "Só lembrava que o cara tinha me babado a bochecha e poderia ter sido pior", analisa.

O presidente do Internacional soube do caso e respondeu também no Twitter. "O Clube lamenta o ocorrido e repudia qualquer atitude agressiva. Estamos em busca dos responsáveis e tomaremos as medidas legais cabíveis", escreve Marcelo Medeiros. 

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