'Sem marra', Marcelinho se vê o melhor cobrador de falta da história

Ídolo do Corinthians ressaltou suas exaustivas sessões de treinamento e o repertório, com batidas de curta, média e longa distâncias

Relacionadas

Ídolo do Corinthians após passagem marcante pelo clube nos anos 1990, Marcelinho Carioca foi o convidado do programa "Bem, Amigos!", do canal SporTV, nesta segunda-feira, 24. Famoso pelas cobranças de falta perfeitas, o "Pé de Anjo" não titubeou ao ser perguntado onde se colocaria no ranking mundial do quesito: "Em primeiro, não quero ser hipócrita". 

Para fundamentar sua afirmação, Marcelinho exaltou as sessões de treinamentos que fazia com Zico, no Flamengo, e com Dejan Petkovic, no Vasco. "Aluno aprende com mestre. Aprendi com Arthur Antunes Coimbra, o Zico, com quem tenho carinho e respeito. Mas fazíamos falta de perto da área, de meia distância e de longa distância. Chapa, que é a parte externa do pé, peito do pé, três dedos. É igual um joystick. Muito treinamento, muita dedicação. Não é meter uma marra, não é isso", contou. 

O ex-jogador também revelou que desde jovem teve a obsessão de ser o melhor batedor de falta do Brasil. "Pensei no Madureira. Cheguei no Flamengo e vi resultado. No Corinthians comecei a buscar mais isso. Fui até mais longe: falei que ia ser o maior cobrador de falta do mundo."

 

 

Na conversa, Marcelinho falou que seu grande diferencial era o repertório, com o qual conseguia bater faltas de curta, média e longa distância. Segundo ele, chegava a chutar cerca de 80 cobranças por sessão de treinos. 

"Eu olhei Nelinho, olhei o Eder, peguei o Zico, Roberto Dinamite, Dicá, Zenon. Falei, gente, vou fazer algo diferente. Olhei o pé pequeno e comecei a brincar com a bola. Comecei a colocar o bico ao contrário, ai começou a fazer curva diferente. Ai falei que fazer gol de próximo da área, você pode meter uma alavanca, uma chapa", disse. 

Marcelinho completou dizendo que os jogadores de hoje em dia não têm mais tanta personalidade como antigamente e que, ao invés de arriscar batidas diretas para o gol, preferem jogadas ensaiadas ou mais seguras. 

 

 

"Imagina esse jogo, São Paulo e Grêmio, 50 mil pessoas no Morumbi. A bola está pegando fogo no pé. O cara não vai arriscar de 20 metros. Tem que ter a personalidade, saber o que estar fazendo, saber a qualidade que tem nas pernas, e o goleiro vai tremer. Acerta o gol. Se vai fazer curva para cá ou para lá, é se estiver próximo da grande área. Longa distância você mete curva", explica. 

"Falo isso para os meus filhos, para o Lucas, que está no Tupi, e para o Matheus, no Bangu, lateral-direito. 'gente, arrisca. Se não, seu golzinho não vai passar quinta no 'Globo Esporte', nem domingo no 'Fantástico'." 

 

 

MAIS SOBRE:

futebolMarcelinho CariocaCorinthiansFlamengo
Comentários