Técnico é acusado de racismo na Inglaterra: 'Nigéria? Não tragam Ebola'

Treinador da seleção inglesa de futebol feminino, Mark Sampson foi denunciado por declarações racistas

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O caso envolvendo a atacante Eniola Aluko e o treinador da seleção inglesa de futebol feminino segue repercutindo, após novas declarações racistas de Mark Sampson ganharem destaque nos jornais locais. O 'The Guardian' teve acesso ao processo movido por Aluko contra o técnico, que teria feito insinuações e comentários racistas às jogadoras. 

"Estávamos no hotel e todos estavam emocionados. Era um grande jogo. Na parede havia uma lista com membros da família e amigos que vinham para nos ver e eu estava logo ao lado do Mark. Ele me perguntou se alguém da minha família viria e eu disse que tinha família que vinha da Nigéria. E ele disse: 'Nigéria? Certifica-te que não tragam Ebola', teria dito Sampson, de acordo com relato das jogadoras. 

A primeira atitude a ganhar as páginas dos jornais foi feito durante uma reunião com as atletas, quando Sampson pediu para as jogadoras chegarem forte, mas tomando cuidado para não serem presas: "Você já esteve na prisão antes? Quatro vezes, não é mesmo?", questionou o técnico a uma jogadora negra da equipe. 

Apesar das acusações, o treinador foi inocentado das acusações pela Federação Inglesa de Futebol (FA), que está sendo alvo de uma investigação para tentar ocultar os casos de racismo. A imprensa local afirma que a entidade pagou 80 mil libras (R$ 325 mil) para comprar o silêncio da atacante Eni Aluko. O acordo envolveu um contrato de confidencialidade, mas a jogadora conseguiu consentimento para contar o seu lado depois que a história veio a público.

Na entrevista ao The Guardian, Aluko relata que o comentário de Sampson sobre o Ebola foi feito antes de um jogo da seleção inglesa contra a Alemanha, em Wembley, em novembro de 2014. O treinador também comandou o time durante Eurocopa Feminina, realizada em julho deste ano e vencida pela Holanda.  

 

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