Time mexicano cruza os braços por atrasos salariais; rival aproveita e faz gols

Falha na comunicação sobre duração do protesto durante o jogo deu tempo ao Tigres para fazer 2 a 0 no Veracruz

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Os jogadores do Veracruz, lanterna do Campeonato Mexicano, decidiram fazer um protesto contra o atraso de salários com que sofrem no início do jogo contra o Tigres, cruzando os braços por três minutos. Mas os atletas adversários aguardaram apenas um, por uma falha de comunicação.

Assim que o jogo começou, os jogadores do Veracruz passaram a bola até que ela chegasse ao goleiro Jurado. Quando isso aconteceu, todos cruzaram os braços em campo e os reservas se alinharam, no protesto contra os mais de cinco meses de salários atrasados.

O Tigres seguiu fazendo o aquecimento por um minuto, até que alguns atletas decidiram jogar. O centroavante Gignac pressionou Jurado, que deu um chutão. A bola ficou com o Tigres, que trocou passes até Luis Rodríguez chutar e encobrir o goleiro - este ainda de braços cruzados.

O Veracruz deu a saída, mas os atletas continuaram sem se mexer. Assim, após mais alguns passes, Gignac fez o segundo do Tigres aos três minutos. Somente após isso os jogadores dos dois times começaram a jogar normalmente. Aos sete minutos, Vargas marcou o terceiro do Tigres, e Kazim (aquele, ex-Corinthians) diminuiu na etapa final.

"Os jogadores do Tigres sabiam perfeitamente que iríamos parar por três minutos. Ao fim do dia, é uma tristeza, pois somos todos profissionais, mas vocês viram o que aconteceu. Tomara que no futuro eles fiquem bem, e Deus os abençoe", reclamou o capitão do Veracruz, Carlos Salcido.

Guido Pizarro, capitão do Veracruz, respondeu. "Não me parece bom que nos façam responsáveis de uma reclamação deles com o presidente. Nós fomos muito claros, e disse a todos os meus companheiros e para alguns dos seus jogadores que não sabíamos disso (que duraria três minutos). Nós falamos com o árbitro que ao primeiro minuto iríamos jogar, como eles sabiam há dois dias", começou.

"Mas eles queriam fazer um protesto contra o presidente parando três ou cinco minutos, e eu como capitão perguntei ao meu time. E eles pediram para manter em um minuto. Pela manhã, um jogador deles disse que o time não iria entrar em campo, e no fim o fizeram. E se estipulou que seria feita uma foto e parariam por um minuto. Mas muitos deles não estavam sabendo", finalizou Pizarro.

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