Times argentinos relembram golpe de estado e repudiam ditadura: 'Nunca mais'

Times como Gimnasia La Plata e Banfield contam casos de atletas e torcedores que desapareceram nas mãos do governo militar

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Os clubes de futebol da Argentina se manifestaram neste domingo, 24, relembrando o 'Dia Nacional da Memória pela Verdade e Justiça', data que homenageia pessoas que despareceram durante a ditadura militar que comandou o país entre 1976 e 1983. Os militares argentinos afirmam que o número de vítimas foi de cerca de oito mil; associações de defesa de direitos humanos estima em 30 mil os mortos.

Clubes como Boca Juniors, San Lorenzo, River Plate, Racing, Independiente, Lanús, Atlético Tucumán, Argentinos Juniors, Banfield, Vélez Sarsfield, Estudiantes e Rosário Central, entre outros, postaram nas redes sociais as palavras 'Memória, Verdade e Justiça', além da hashtag #NuncaMás.

Dentre esses times, alguns foram ainda mais longe. Racing e Tucumán publicaram manifestos em seus sites oficiais reiterando a vontade de que nunca mais uma ditadura aconteça no país, com o time de Avellaneda relembrando os crimes contra a humanidade cometidos pelo regime. O Banfield publicou um vídeo entrevistando uma mulher cuja irmã desapareceu no período e era torcedora do clube. O Gimnasia La Plata lembrou atletas que passaram pela instituição, no time profissional ou na base, e desapareceram posteriormente.

Em 1976, uma coalizão de militares, entidades civis e eclesiásticas, se uniram para destituir e prender a presidente Maria Estela Martinez de Perón, assim como alguns de seus ministros. Os anos seguintes foram marcados por violações de direitos humanos, como torturas, execuções sumárias e perseguições política. A ditadura argentina teve a maior contagem de mortos dentre as da América do Sul, superando mesmo as do Brasil e do Chile. A violência atingiu mesmo crianças e idosos.

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