Tite se diz arrependido de levar a taça da Libertadores para Lula em 2012

Declaração foi dada no novo programa da SporTV que vai ao ar neste sábado

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Em fevereiro deste ano, em entrevista ao Estado, Tite afirmou que, caso vencesse a Copa do Mundo da Rússia, não iria a Brasília se encontrar com o presidente, como era praxe das seleções em outras conquistas. Em um programa que vai ao ar neste sábado, às 21h, no SporTV, o treinador da seleção brasileira voltou a dar sua opinião sobre os momentos em que esporte e política se encontram.

O primeiro entrevistado do Grande Círculo, novo programa de Milton Leite no SporTV, comentou ao lado de Casagrande, Muricy Ramalho, Glenda Koslowski, Caco Barcellos, Marcelo Barreto e Mauro Naves sobre sua decisão em 2012, quando Tite e dirigentes do Corinthians visitaram Luiz Inácio Lula da Silva depois de conquistar a Libertadores.

"Em 2012, eu errei. Ele não era presidente, mas fui ao Instituto e mandei felicitações por um aniversário. Não me posicionei politicamente. Não tenho partido político, tenho torcida para que o Brasil seja melhor em igualdade social. E que nossas prioridades sejam educação e punição", analisa.

Como exemplo, Tite afirma que o estudo de "um garoto de São Braz, da periferia de Caixas e do morro do Rio de Janeiro" deve ser a prioridade junto com a punição à corrupção. "Mata mais que homicídio", afirma.

Apesar de ter afirmado novamente que não aceitaria um encontro com o presidente em caso de vitória na Copa América, em 2019, o treinador não condena a atitude do Palmeiras e da CBF em convidarem o presidente eleito Jair Bolsonaro a levantar a taça do Campeonato Brasileiro do Palmeiras. 

"O protocolo e a situação gerada no jogo do Palmeiras é uma opinião pessoal. A instituição CBF e o Palmeiras absolutamente têm (direito). Errei lá atrás, não faria com o presidente antes da Copa nem agora porque entendo que misturar esporte e política não é legal. Fiz errado lá atras? Sim. Faria de novo? Não", pondera. 

 

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