Torcedora afirma que teve que assistir jogo de top: 'Só entra se for sem camisa'

Fato se deu na Arena da Baixada, no jogo do Londrina contra o Atlético-PR

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Uma torcedora do Londrina, Valquíria Ribas, de 23 anos, afirma que precisou tirar a camiseta para poder entrar na Arena da Baixada e acompanhar o jogo do Atlético-PR contra o Tubarão no último domingo. Válida pela quarta rodada da Taça Caio Júnior, a partida terminou em empate sem gols. 

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Em seu facebook, a torcedora postou uma mensagem contando que estava com uma camiseta branca com a letra "T" estampada em azul, principal cor do time. Ainda conforme a publicação, seguranças do estádio entenderam que a inicial poderia formar nome de alguma torcida organizada, já que outros amigos também usavam, e proibiram a entrada da torcedora.

Desta forma, ela teve de tirar a camiseta e ficar apenas de top para ver o jogo. "Só entra se for sem camisa! Fui proibida pela diretoria do Clube Atlético Paranaense de entrar com a única camiseta que vim para a Arena da Baixada", escreveu Valquíria.

Na conversa com o Uol Esporte ela afirma que o "T" era de Tubarão, num primeiro momento. No entanto, depois admite que realmente iam formar a sigla "TFA-92", em referência a Torcida Falange Azul, criada nesta data. "Nós mostramos que não estávamos com camisetas por baixo. Dissemos que íamos formar a sigla e ele falou que ia consultar a diretoria", contou.

Em seguida a torcedora releva o diálogo que teve na chegada ao estádio. "Tudo bem, as outras quatro pessoas vão tirar a camisa, mas eu não estou (com outra camiseta)", teria comentado. "Então você não vai entrar. Eles vão entrar sem camiseta, se você quiser vai entrar sem camiseta também", respondeu um dos seguranças. A seguir, Valquíria sugeriu de virar a camiseta para trás, mas a resposta foi novamente negativa.

"O Atlético não me obrigou a tirar a camiseta. Ninguém encostou em mim ou disse: 'Tira a camiseta'. Mas eu andei 500 km, com o ingresso na mão, enfrentei fila para fazer biometria. Na catraca, eu não ia voltar para trás. Ou eu tirava a camisa ou não entrava", concluiu. 

O Atlético tem como política barrar o acesso de torcidas organizadas em seu estádio e não permite a entrada de fanáticos rubro-negros com adereços que contenham o símbolos que as representem. O clube foi procurado pelo Fera, mas ainda não comentou a ação.

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