Com Palmeiras de exemplo, presidente do Atlético-MG pede fair play financeiro

Em entrevista à rádio Itatiaia, dirigente citou jogadores que o clube "perdeu" para o time paulista

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Com a abertura da janela de transferências e aproximação do início da movimentação de clubes europeus, a capacidade financeira de times vira tema de debate no mundo da bola. O presidente do Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara, mostrou insatisfação com o poder econômico do Palmeiras.

"Está faltando no Brasil algum tipo de regulamentação, um fair play fincaneiro. Estamos em um momento em que estou procurando reforços, e várias vezes você bate na porta desse ou daquele jogador e, quando você vê, ele está (indo) para o Palmeiras", comentou o dirigente à rádio Itatiaia.

Na Europa, a medida está em prática desde sua criação, em 2011. A Uefa estabeleceu um limite para que as equipes não gastem mais do que arrecadam. O objetivo da entidade era evitar que se formassem "supertimes" e controlar as finanças dos clubes. 

Para exemplificar sua reclamação, o presidente do time alvinegro de Minas ainda deu dois exemplos de jogadores que eles tentaram contratar, mas foram superados pelas cifras oferecidas pelo clube alviverde na hora da negociação. 

"Nós estivemos perto de contratar o Arthur, do Ceará. Achava que ele seria interessante, e de fato era tão interessante que o Palmeiras foi lá e contratou", afirmou. Outro nome citado pelo dirigente foi o do meia Zé Rafael

"Quando fomos lá tentar comprá-lo, o Bahia estava exigindo um valor exorbitante. E quem foi lá pagar foi o Palmeiras. A gente tentou negociar, mas o cara disse: 'Ah, já tenho aqui o Palmeiras me pagando o que você está oferecendo mais X'", comentou.

O Palmeiras tinha prioridade na aquisição dos direitos econômicos do jogador desde o empréstimo de Allione ao Bahia, clube que receberá cerca de R$ 14,5 milhões pelos 70% dos direitos de Zé Rafael.

 

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