Vídeo: árbitra é agredida por homem em jogo de futsal no Piauí

Eliete Maria Gonçalves tentava expulsar agressor após briga generalizada em torneio interno de universidade

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Eliete Maria Fontenele, árbitra de futsal, foi brutalmente agredida por um jogador durante um campeonato interno da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), no Piauí. O agressor foi identificado como Rodrigo Quixaba e é considerado foragido pela polícia local.

Após uma briga entre jogadores dos dois times em quadra, Eliete mostrou cartão vermelho para três atletas. Um deles não aceitou a punição e a atingiu com três socos. Um colega que estava no local gravou o momento e postou na internet, veja: 

Eliete fez boletim de ocorrência. Em entrevista à TV local Rede Meio Norte, ela contou o que aconteceu no momento. "Eu estou até sem palavras, fiquei até de madrugada resolvendo coisas. Ainda não tinha visto o vídeo direito, quando eu fui olhar o que ele fez, eu não acreditei. Se eu tivesse deixado meu rosto todo para ele, ele tinha me arrebentado toda, eu desviei do primeiro soco, pegou um de raspão e o outro pegou de cheio, mas só que eu estava de lado, se tivesse de frente, tinha quebrado o nariz, quebrado tudo”, contou a juíza.

“O recado que eu posso deixar é: quando for agredido árbitro ou qualquer mulher, nunca deixe de vir denunciar, porque é a melhor coisa. Você fica com a alma limpa, porque se eu não fizesse isso, eu não ia dormir. Porque eu ia ficar com medo de andar nos lugares. Eu tenho minha vida também, que eu vivo, e aí eu não posso afetar isso. Mas quero também respeito para mim e segurança. Eu quero justiça”, declarou Eliete após ir à delegacia.

A UFDPar repudiou as agressões em nota oficial e diz já ter aberto sindicância sobre o caso. "A Direção do Campus Ministro Reis Velloso vem, por meio desta nota, tornar público o REPUDIO de toda e qualquer ameaça ou agressão ocorrida nas dependências do Campus. Em todos os casos serão aplicadas as normas regimentais assim como o Campus contribuirá com os órgãos de segurança e os procedimentos legais adotados em cada caso. Os processos de sindicância oficiais serão iniciados imediatamente para que sejam tomadas as providências legais”, diz o documento.

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