Vizinho do Allianz processa Palmeiras por conduta de atletas da base

Reportagem da ESPN dá detalhes do processo motivado por danos morais

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De acordo com uma reportagem da ESPN, o Palmeiras está sendo processado por um vizinho do Allianz Parque. O autor é um autônomo de 35 anos, morador da Rua Venâncio Aires, que fica localizada a uma quadra do estádio. A poluição sonora em uma casa, supostamente alugada pelo Palmeiras, motivou o processo.

As reclamações enquadram-se como violação ao direito de vizinhança. O código civil assegura que vizinhos que se sentirem lesados por questões prejudiciais a segurança, saúde e sossego, possam pedir judicialmente pelo fim do barulho, além de indenização por eventuais danos sofridos.

Na ação, à qual a ESPN teve acesso, o autor relatou sofrer com os abusos cometidos por integrantes da casa, supostamente utilizada para abrigar integrantes da base do clube. Segundo ele, ruídos, gritos, arremesso de objetos, além de brigas e discussões fazem parte da rotina da casa.

O autônomo revelou que as ocorrências acontecem a qualquer período do dia, inclusive de noite. Ainda de acordo com o processo, os moradores da casa jogam alimentos no quintal do autor, o que o impossibilita de deixar sua filha brincar no espaço.

Ainda de acordo com a matéria escrita pelo jornalista Francisco De Laurentiis, o autônomo alega já ter procurado a polícia e o Palmeiras para tentar resolver o problema. Ambas tentativas foram sem sucesso e o levaram a procurar a justiça após um ano de incômodo.

No processo, o autor pede indenização ao clube por danos morais no valor de 3,5 mil reais. A primeira audiência de conciliação foi marcada para próxima segunda-feira, 22, no Juizado Especial Cível de São Paulo. Marcela Filus Coelho é a juíza encarregada pelo cargo.

O Palmeiras afirma não ter sido procurado até a última segunda-feira, portanto, não tem conhecimento da existência do processo.

Reincidência

Essa não é a primeira vez que o clube é processado por um fato curioso. Em fevereiro deste ano, três torcedores abriram uma ação judicial contra o clube alviverde. Eles alegaram que não puderam sentar-se em seus respectivos lugares em um jogo contra o Santos por causa da chuva.

Os torcedores pediram o ressarcimento dos ingressos, que custaram R$ 400 e também uma indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil. O caso foi julgado em junho e o Palmeiras foi condenado a pagar R$ 1 mil de indenização para cada torcedor, além da diferença de valor entre o ingresso mais caro e o mais em conta.

 

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