Wenger conta sonho que não conseguiu implantar no Arsenal: uma universidade

Técnico francês se tornou investidor de empresa de tecnologia esportiva israelense recentemente

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Arsène Wenger comandou o Arsenal por 22 anos e, nesse tempo, realizou muitas coisas: desde ganhar um Campeonato Inglês invicto a implantar um estilo de futebol ofensivo e agradável de se ver. No entanto, algo ficou para trás: o técnico desejava criar uma universidade no time londrino.

“Meu último sonho no Arsenal era criar uma universidade dentro do clube. Eu já estava negociando com algumas grandes empresas, como Sony, Siemens, porque elas tinham grandes departamentos de pesquisa. Meu sonho era criar uma universidade de pesquisa para os aspectos mentais, físicos e técnicos dos jogadores modernos. Estou convencido de que o próximo passo possa ser esse dentro dos clubes", disse o treinador francês ao jornal City A.M.

Hoje, os dados científicos são cada vez mais importantes do clube, que buscam desenvolver setores de análise de desempenho cada vez melhores. Wenger contou ter feito algo parecido ainda na década de 90. Eu trabalhei em avaliação de desempenho em 1987, 1988, em computadores com meus amigos. Trabalhávamos dia e noite para medir bem os desempenhos dos jogadores. Estávamos 20 anos à frente do tempo. Fizemos melhorias bem boas para julgar os jogadores. Descobrimos alguns jogadores que não eram exatamente estrelas, mas que se tornaram bons jogadores depois”, relembra o técnico.

Recentemente, Wenger começou a investir na PlayerMaker, uma empresa de tecnologia esportiva israelense. “Investi nessa empresa. Não sou patrocinado, eu coloquei meu dinheiro nela. Não porque eu ache que irá gerar uma enorme quantia de dinheiro, mas mais porque acho que é algo interessante e que pode ajudar o esporte e o futebol”, relatou.

Segundo o treinador, a apresentação foi pitoresca: o CEO da PlayerMaker, Guy Aharon, levou um time de juniores para o jardim da casa de Wenger para demonstrar a tecnologia: sensores acoplados às chuteiras que medem toques, movimentos, potência do chute, velocidade de arrancada e outros dados, tudo sendo transferido para um software que pode ser visualizado minutos depois. O técnico contou ter ficar aliviado por seu jardim não ter sido destruído no dia.

Apesar de não ter trabalhado na temporada 2018-19, Wenger garante que ainda não está aposentado do futebol. No entanto, não sabe em que cargo entrará, caso volte a um clube. No entanto, como a entrevista ao City A.M. mostra, o francês ainda não deixou de pensar em como pode ajudar a evoluir o esporte que ama.

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