Zagueiro georgiano que apoia causa LGBT exclui rede social após ameaças

Guram Kashia foi vítima de ataques feitos por torcedores do seu país

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O zagueiro georgiano Guram Kashia, que foi contemplado com o prêmio EqualGame da Uefa pelo apoio que prestado à comunidade LBGT, foi obrigado a fechar a conta que mantinha no Facebook após ser vítima de uma série de ameaças e ataques feitos por torcedores do seu país.

"Estou fechando a minha página no Facebook. Gosto do meu país e não me arrependo de nada. Enquanto houver pelo menos um torcedor que goste de mim, seguirei jogando pela seleção", disse o jogador.

Atleta do San José Earthquakes, da liga americana de futebol (MLS), Kashia foi convocado para os próximos jogos da Geórgia pela Liga das Nações contra Cazaquistão e Letônia.

O ministro do Interior da Geórgia informou à Agência Efe que abriu uma investigação sobre os ataques que o jogador recebeu. Um dos autores dos ataques, membro de um conhecido grupo ultranacionalista do país, já foi convocado a deport.

Kashia receberá o prêmio da Uefa, dado a jogadores que lutam pela igualdade, por ter entrado em campo em uma partida do Vitesse, seu ex-clube, com uma braçadeira de capitão com as cores LGBT.

Na época, o jogador declarou que fez o gesto como um gesto de apoio à liberdade de expressão e também foi vítima de uma campanha de ataques na Geórgia. Os companheiros de seleção e a federação do país saíram em apoio a Kashia.

O presidente da Geórgia, Gueorgui Marguelashvili, condenou a campanha homofóbica dos ultradireitistas que pediam que Kashia fosse expulso da seleção. /EFE

 

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