Ex-atleta e senadora, Leila pede que eSports não sejam considerado esportes

Comissão de Educação, Cultura e Esportes discute projeto de lei no Senado que regulamenta os esportes eletrônicos

Relacionadas

Leila Barros, que já foi jogadora de vôlei de quadra e de praia e hoje é senadora pelo PSB-DF, se opôs que jogos violentos sejam considerados esportes no Brasil. A senadora foi contundente durante discussão na Comissão de Educação, Cultura e Esporte sobre o projeto de lei do Senado 383/2017, de autoria do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que visa regulamentar os eSports no Brasil.

"Vôlei e futebol são competição, não arma ou tiro. Quando nós falamos de esporte, as comunidades esportivas e as entidades foram escutadas nesse relatório? Ninguém foi. Teve audiência? Eu peço desculpas, vou ter que votar não", falou a ex-atleta.

Eu acho que me sinto uma legítima representante do esporte. Eu queria deixar bem claro que são "jogos" eletrônicos. Esporte, vocês vão ver lá Cuba e Estados Unidos competindo dentro de uma quadra e cessando todo tipo de conflito. Desculpa, isso não é esporte, porque esporte tem uma preparação também. Tem que ouvir a comunidade esportiva também. O alto rendimento é isso, é uma entrega. Quem é do esporte abdica muito da sua vida, inclusive pessoal, para representar um país", finalizou Leila.

Leila fez coro à fala de Eduardo Girão (Pode-CE), parlamentar que ligou jogos violentos como CS:Go e Rainbow Six Siege a massacres como o de Suzano. Girão propôs emenda no PLS 383/2017 para que jogos do tipo não fosse considerados eSports.

Autor do projeto, Rocha reagiu à fala de Leila. "O esporte eletrônico hoje é fonte de renda para milhares de atletas no mundo que tiveram suas carreiras encerradas precocemente. A gente também deveria mostrar as famílias reunidas em ginásios, enchendo e lotando estádios na China, no Japão, nos Estados Unidos e agora no Brasil, gerando fonte de renda, recursos para os municípios", afirmou.

O PLS foi aprovado sem o parágrafo que exclui jogos violentos, mas segue na comissão para votação em turno suplementar.

MAIS SOBRE:

eSportsLeila do Vôlei
Comentários