4º no Rio, Bruno Carra é 7º no Mundial Paralímpico de Halterofilismo

Paratleta tem acondrosplasia, que é o tipo mais comum de nanismo, caracterizado pelo encurtamento dos membros

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O brasileiro Bruno Carra conquistou neste domingo, no Ginásio Olímpico Juan de La Barrera, na Cidade do México, o sétimo lugar na categoria até 59 quilos do Mundial Paralímpico de Halterofilismo. Depois de ter terminado em quarto lugar a na Paralimpíada do Rio na categoria até 54kg, no ano passado, ele voltou a sonhar com a medalha, mas teve de se conformar com esta posição neste segundo dia de disputas da modalidade.

Bruno Carra tem acondrosplasia, que é o tipo mais comum de nanismo, caracterizado pelo encurtamento dos membros. E desta vez ele se manteve na briga pela medalha de bronze durante quase toda a prova deste domingo, mas acabou não conseguindo ir ao pódio em uma categoria que contou com 27 competidores, o tiplo dos nove atletas que participaram de sua categoria no Rio. 

E o brasileiro apontou que o nível de sua prova no Mundial estava bem mais alto do que a que disputou nos Jogos Paralímpicos do Rio. “Havia dois representantes do Irã, dois do Chile, dois da China... Nos Jogos do Rio era apenas um halterofilista por país, por isso que este Mundial estava com um nível de dificuldade bem superior ao do Rio-2016”, afirmou o brasileiro após terminar em sétimo lugar.

Bruno chegou a erguer 172 quilos no movimento de supino sem dificuldades e em certo momento chegou a ficar em terceiro na classsificação geral. Mais tarde, subiu a carga para 177kg e também fez o movimento perfeito para erguer a barra. Entretanto, quando foi aumentar o peso para 181kg e estava na disputa direta pela medalha com o iraniano Saeed Yousefi, teve problemas para recolocar a barra no suporte de apoio e o seu movimento de levantamento do peso foi considerado inválido por três árbitros.

E, mesmo que tivesse vencido o peso de 181kg, o brasileiro não triunfaria, já que Yousefi conseguiu erguer 182kg. E Bruno terminou em sétimo e não em quarto pelo fato de que outros dois halterofilistas alcançaram esta mesma marca de 181kg e ficaram à frente de Bruno pelo menor peso corporal, critério que serve para efeito de desempate. No fim, o ouro desta prova foi para o egípcio Shariff Osman, atual recordista mundial, que ergueu 205 quilos. A prata foi obtida pelo iraniano Jafari Haranghi, que levantou 187kg.

“Fiquei o tempo inteiro na disputa por um lugar no pódio, mostrei que estou pronto para brigar com esses caras do mundo inteiro, porque eu sempre ficava na trave, por isso fico feliz com meu desempenho”, afirmou Bruno, conformado por ter conseguido ao menos dar o seu melhor na luta por medalhas.

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