Após furar protesto contra Trump, jogador vira campeão de vendas na NFL

Alejandro Villanueva foi flagrado cantando o hino sozinho, depois de equipe decidir não sair do vestiário

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No último fim de semana, Alejandro Villanueva, do Pittsburgh Steelers, chamou a atenção por conta do furo ao protestos contra o presidente Donald Trump, que ofendeu e pedir a demissão de jogadores que se ajoelham durante o hino nacional, tocado antes das partidas.

A imagem viralizou e o jogador recebeu muitas críticas. Mas, apesar da repercussão negativa, Villanueva virou um sucesso de vendas, tornando-se o jogador da National Football League (NFL) que mais teve produtos oficiais seus comercializados nas últimas 24 horas.

Ele atingiu o topo do ranking ao meio-dia de segunda-feira, superando o quarterback Tom Brady, do New England Patriots. Os quarterbacks Carson Wentz (Philadelphia Eagles), Dak Prescott (Dallas Cowboys) e Aaron Rodgers (Green Bay Packers) completaram o top 5.

Alejandro Villanueva serviu ao Exército dos Estados Unidos e conquistou uma medalha de bronze, tendo participado de três missões no Afeganistão. Ele foi o único membro do elenco dos Steelers que saiu do túnel durante a execução do hino antes da partida contra o Chicago Bears, depois de o time coletivamente decidir não ficar em campo. Flagrado sozinho no túnel do vestiário, Villanueva pediu desculpa aos seus companheiros de equipe.

“Fiquei mal com meus companheiros e meu treinador. É culpa minha e somente minha. Sem querer eu cometi um erro. Eu falei com meus companheiros de equipe e espero que me entendam. Vou ter que viver com isso, porque esse debate está provocando as reações mais intensas de todos. Não se está dizendo nada negativo sobre os militares ou nossa bandeira, estão se manifestando contra as injustiças dos Estados Unido", disse o jogador sobre a imagem polêmica. 

O gesto de se ajoelhar durante o hino foi iniciado em 2016 por Colin Kaepernick, quarterback do San Francisco 49ers, como protesto contra a morte de jovens negros desarmados por policiais, e é parte de um longo histórico de protestos de atletas contra a discriminação racial. Cerca de 180 jogadores da liga não ficaram em pé durante a execução do hino dos EUA no último domingo e três times (os Steelers, o Tennessee Titans e o Seattle Seahawks) não entraram em campo para o hino.

 

 

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