Atleta britânico usa aparelho de tortura medieval para voltar a competir

'Você prega pinos de titânio e enrosca-os no crânio', explicou o médico do atleta

Relacionadas

Quando falamos de Ironman o grande nome da competição é o do britânico Tim Dom. No entanto, em outubro do ano passado, o recordista mundial da prova sofreu um acidente enquanto andava de bicicleta. Isso tudo dois dias antes da competição.

Rubens Barrichello revela cirurgia para retirada de tumor no pescoço

Jogador ameaça bandeira no Paraná: 'Sou do PCC, você vai sentir o gosto da bala'

4º árbitro da final do Paulista se contradiz duas vezes durante depoimento

Don quebrou o recorde mundial do Ironman em Florianópolis em 2017. Ele completou os 3,8 km de natação, os 180 km de ciclismo e os 42 km de corrida em 7h40min23s, melhor marca da história. Enquanto treinava para a competição em Kona, uma ilha do Havaí, um carro o atingiu e ele quebrou o pescoço.

Na ocasião, ainda no hospital, o atleta contou sobre o acidente. "Infelizmente fui atingido por um carro nesta manhã e sofri uma fratura na minha vértebra C2. A boa notícia é que não preciso passar por cirurgia. A má é que ficarei de cinco a seis semanas imobilizado", relatou. 

Para tentar se recuperar e voltar a competir em alto nível, Tim encontrou uma alternativa, digamos, bastante incomum e dolorosa. Ele vem usando um aparelho de tortura medieval nos treinamentos, uma espécie de auréola. Isso porque suas opções eram esse aparato ou então uma cirurgia, que seria muito mais confortável, mas limitaria sua amplitude do pescoço e terminaria com sua carreia atlética. 

"É uma experiência bastante dolorida, mas é a melhor opção para uma recuperação completa sem limitações a longo prazo. Você prega pinos de titânio e enrosca-os no crânio, dois na frente e dois na parte de trás, e os prende a uma barras de metal. Aí eles se prendem a um busto que você usa por três meses e não pode tirar. É tortura pura. Mas funciona", disse o médico do atleta ao The New York Times.

O atleta de Ironman optou pela versão dolorosa. Mas funcionou. Seis meses após os pinos terem sido enroscados no crânio, ele competiu a Maratona de Boston na última segunda-feira (16) e terminou a prova com um ótimo tempo: 2h49m42s. Superou até mesmo suas expectativas: a ideia era terminar em 2h50 minutos. 

A trajetória inspiradora do britânico, desde o início até o acidente, vai ser contada em um filme. O trailer pode ser assistido abaixo:

 

MAIS SOBRE:

IronmanIronmanHavaíThe New York TimesMaratona de Bostontortura
Comentários