Atleta mexicano faz sucesso disputando provas correndo de costas

Diego Polino pratica o chamado 'retrorunning' (corrida de costas) e é frequentemente chamado de louco

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O atleta mexicano Diego Pollino vem fazendo sucesso disputando provas na região de Guadalajara, no México, com a prática do retrorunning (corrida de costas). Além de constantemente olhar para trás, ele conta com a ajuda no grito dos outros corredores com quem participa de provas para evitar obstáculos.

Pollino chama a atenção porque consegue completar a maioria das provas que disputa, não entre os primeiros lugares, mas normalmente na frente de centenas de outros competidores.

Em uma disputa de Ironman (envolvendo, além da maratona, natação e ciclismo), ele acabou na posição 918, entre 1.400 corredores. Após nadar 3.900 metros e fazer 180 km de bicicleta em sete horas, de frente, ele correu a maratona em cerca de 5 horas, de costas. Terminou a prova em 14 horas, seis horas a mais do que o vencedor, mas à frente de muita gente.

O atleta disse, em entrevista ao El País, que frequentemente é chamado de 'louco', mas que o estilo é um modo de vida. "Eu comecei a correr como todo mundo, mas um dia eu percebi que eu tinha que fazer isso", conta.

Desde que começou a disputar no estilo retrorunning, Pollino contou ter descoberto que existe até mesmo uma federação para reunir corredores especializados em disputas de costas, que tem 28.000 afiliados no mundo. Na Inglaterra, existem provas específicas apenas para os retrorunners. 

"Eu só vejo vantagens, vejo o mundo de forma diferente. Quando viajamos na vida, nós deixamos tudo para trás, e nem sempre na vida o futuro está à frente", costuma dizer.

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