Balão cai e incendeia parte do teto do velódromo da Olimpíada do Rio

Local, cuja pista é bastante delicada e custa R$ 11 milhões por mês para manter, sofreu danos

Um incêndio de proporções ainda não determinadas e que não deixou feridos destruiu parte do velódromo usado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, na madrugada deste domingo. As informações são da agência EFE.

O incêndio começou por volta de 1h da manhã e foi atribuído pelas autoridades à queda de um balão. Os bombeiros precisaram de pelo menos duas horas para controlar o fogo e retirar os escombros da estrutura, que fica no Parque Olímpico da Barra da Tijuca.

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, lamentou a tragédia em comunicado, mas não dimensionou os danos provocados pelas chamas. Apesar do visível prejuízo ocorrido no telhado, não se sabe se a pista do velódromo foi comprometida pelo incêndio.

"O Ministério do Esporte lamenta profundamente o incidente ocorrido nesta madrugada no Velódromo do Parque Olímpico da Barra e, ao mesmo tempo, critica essa prática criminosa de soltar balões. O Velódromo, legado dos Jogos Olímpicos de 2016 vinha sendo utilizado por atletas e pela comunidade do Rio de Janeiro", diz a nota. "Aguardamos e confiamos na apuração e punição dos envolvidos por destruírem mais do que um bem público, mas um equipamento comum a todos. Após a perícia dos Bombeiros, avaliaremos os danos e as medidas a serem adotadas para recuperação desse importante bem nacional", completou o órgão no comunicado.

 O velódromo, uma das estruturas mais caras e que mais demoraram a ficar prontas para os Jogos Olímpicos de 2016, foi utilizado para as competições de ciclismo de pista do evento em agosto do ano passado. No entanto, desde então, praticamente não foi aproveitado. O equipamento, com um custo de R$ 143 milhões, foi inaugurado em junho do ano passado, com seis meses de atraso.

O local só foi reaberto em maio para a realização do Bike Rio Fest, uma exibição de manobras de bicicleta que só durou três dias. Desde então, vem sendo usado ocasionalmente para treinamentos de atletas profissionais vinculados à Federação Brasileira de Ciclismo.

A manutenção da estrutura tem um custo de R$ 11 milhões por mês. Devido à delicadeza da pista, construída com pinheiros, é preciso manter o local com ar condicionado ligado 24 horas por dia. O alto custo obrigou a Prefeitura do Rio de Janeiro, com problemas financeiros, entregar a administração do local ao Ministério do Esporte.

O minsitro do Esporte, Leonardo Picciani, publicou um vídeo no Twitter onde criticou a prática da soltura de balões e mostrou alguns deles que voavam pelo Rio. Veja:

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