'Besuntado' é acusado de fraudar sistema para disputar os Jogos de Inverno

Esquema foi feito na hora da classificação para o ski cross coutry

Relacionadas

Lembram dele? O atleta Pita Taufatofua ficou conhecido depois de carregar a bandeira do seu país, o Tonga, na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio com o corpo todo coberto de óleo de coco e usando os trajes típicos de seu país. O atleta voltou a participar da Olimpíada de Inverno de PyeongChang na modalidade de esqui cross country. No entanto, uma denúncia feita pelo site da Nova Zelândia Stuff, aponta que ele teria fraudado o sistema de classificação para poder disputar os jogos deste ano, na Coreia do Sul.

Em clima de Copa do Mundo, Gabriel Jesus participa de clipe de Kevinho

Que gafe! Uefa põe Liverpool como vencedor da Liga dos Campeões

Rio Ferdinand 'pendura as luvas' antes mesmo de iniciar carreira no boxe 

Para entender o esquema, é preciso ter noção de como funcionam o rankiamento dos competidores no esqui cross coutry. Os resultados são feitos por um sistema de pontuação, onde o vencedor ganha o menor número de pontos. Para disputar em PyeongChang, cada esportista teria que fazer cinco provas com a pontuação abaixo de 300 pontos.

Taufatofua fez quatro dessas provas em um período de três dias em Bogotá, na Colômbia, onde não tem neve. Mas para estimular a participação olímpica de países sem tradição em esportes que necessitam do gelo, a Federação Internacional (FIS)  passou a validar provas de rollerski - uma espécie de patinete que vai nos pés dos atletas.

O problema é que essas provas que Taufatofua disse que participou foram armadas. Isso de acordo com uma denúncia feita por um esquiador da Venezuela. Além de terem 2,5km e 10km, sendo que a distância olímpica é de 15 km, cada uma das provas também havia só sete inscritos, que imprimiram um ritmo de prova muito parecido.

De acordo com a publicação outros atletas de países como México, Colômbia, Portugal e Equador também teriam se beneficiado do esquema. O brasileiro Paulo Santos também conseguiu assim o índice olímpico, mas não foi convocado porque Victor Santos, o escolhido, tinha resultados melhores.

A FIS reconheceu a existência de um problema: “Estamos cientes de alguns resultados inconsistências de vários atletas de esqui cross country durante o período de qualificação PyeongChang-2018. Estamos atualmente olhando como podemos melhorar/modificar o processo de qualificação cross country para os próximos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim em 2022”, comunicou a entidade. 

MAIS SOBRE:

OlimpíadaJogos de Inverno 2018 Pyeongchang [Coreia do Sul]Coreia do Sul [Ásia]
Comentários