Brasil fatura três medalhas no Mundial Paralímpico Júnior de Halterofilismo

Vencedor de apenas 16 anos de idade levantou mais de o dobro de seu peso e virou halterofilista por acaso

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Em um aquecimento para a competição adulta que começa na noite deste sábado, o Mundial Paralímpico Júnior de Halterofilismo foi iniciado na parte da tarde e contou com participação de destaque do Brasil já no primeiro dia de disputas. Realizado no Ginásio Olímpico Juan de La Barrera, um dos palcos do complexo de disputas da Olimpíada de 1968, na Cidade do México, o evento teve três atletas do País conquistando medalhas.

Da delegação de 17 representantes do Brasil que estão na capital mexicana para o Mundial desta modalidade, oito são juniores, e o grande destaque da "garotada" do País neste dia de estreia do Mundial de base foi o manauara Lucas Manoel, que acaba de completar 16 anos e conquistou a medalha de ouro na categoria até 49 kg. Este foi apenas o segundo ouro da história do halteforilismo nacional em um Mundial Júnior de Haltefolismo. Ele conseguiu repetir o feito do mineiro Rafael Vansolin, que foi ouro na edição de Dubai-2014 da competição na categoria até 72 kg.

As outras duas medalhas faturadas por brasileiros neste sábado foram obtidas pelo mineiro Mateus de Assis, de 20 anos, prata entre os atletas de até 107 kg, sendo que ergueu 172 kg na barra. Já o bronze veio nesta mesma classe com o paraense Vitor Afonso dos Santos, de 20 anos, ao levantar 164 kg.

Nascido em Manaus, Lucas Manoel surpreendeu na conquista do seu ouro pelo fato de que conseguiu erguer mais do que o dobro do seu peso ao pedir que colocassem 100kg na barra. Até o feito deste sábado, o máximo que ele havia conseguido levantar era 95kg. Desta vez, ele ergueu primeiro 87 kg com facilidade, para depois levantar 92kg e ganhar a confiança para chegar aos 100kg.

“Eu achava que poderia ficar entre segundo e terceiro lugar aqui neste Mundial. Eu estava me sentindo muito confiante depois do primeiro levantamento, aquele nervosismo de antes da competição passou, e deu tudo certo. Se Deus quiser, vamos seguir assim até os Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020”, afirmou Lucas, que hoje pesa 48 kg.

 

HALTEROFILISTA POR ACASO

Lucas se tornou atleta paralímpico de forma curiosa, pois foi convidado a conhecer o halterofilismo ao ser abordado na rua pelo seu atual técnico, Getúlio Filho, quando tinha apenas 13 anos de idade e estava a caminho de uma consulta médica. Ele nasceu com má formação congênita no pé direito e complicações na perna, o que causou-lhe encurtamento do membro. Pouco depois, com 14 anos, participou de sua primeira competição nacional e já faturou um terceiro lugar, na categoria júnior. Em março de 2017, por sua vez, foi convocado para o Parapan-Americano de Jovens, em São Paulo, e também se destacou ao terminar com uma medalha de prata. 

Nesta mesma prova em que Lucas Manoel levou o ouro, o paulista Marcos Cruzato ficou próximo do pódio ao terminar em quarto lugar, com 91kg, sua melhor marca. Heleno Victor (até 65 kg) e Vinícius Freitas (até -72 kg), outros brasileiros que competiram entre os juniores, também ficaram em quarto lugar em suas respectivas categorias.

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