Campeão do Super Bowl, Chris Long admite ter usado maconha para alívio de dor

Ex-defensive back conta como fazia para passar nos testes antidoping; NFL cria comitê para buscar soluções para a dor

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Chris Long, ex-'defensive-back' do futebol americano que venceu o Super Bowl duas vezes, admitiu ter usado maconha enquanto jogava profissionalmente. O ex-atleta de 34 anos, no entanto, afirma que sua intenção não era o uso recreativo, mas administrar a dor que sentia pelo jogo.

"Vários caras conseguem administrar a dor através disso. Se não fosse pela maconha, eu não seria capaz de lidar com os fatores de estresse do cotidiano de uma vida na NFL. Eu certamente aproveitei minha vida numa base regular ao longo da carreira. Nunca tive medo de dizer, mas agora posso falar mais explicitamente", disse Long.

Long relatou como conseguia passar nos testes antidoping mesmo usando a droga. "Os jogadores sabem quando o teste vai ser feito. Podemos parar. Naquele um mês ou dois que você para, você procura por pílulas para dormir, por analgésicos e por garrafas (de álcool) um pouco mais", afirmou.

Long defendeu que a maconha não deveria ser considerada doping, pois a considera menos nociva que o álcool e que o tabaco. Ele venceu o Super Bowl em 2017 pelo New England Patriots e, em 2018, pelo Philadelphia Eagles - também passou pelo St. Louis Rams na carreira.

Na última segunda-feira, a NFL anunciou que a associação de jogadores criou um comitê para estabelecer padrões uniformes para práticas e políticas dos clube em relação à administração da dor e o uso de medicamentos prescritos para jogadores da NFL, além de conduzir pesquisas sobre o assunto, procurando terapias alternativas.

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