Brasileiro fatura bronze em Mundial Paralímpico de Halterofilismo

Evânio Rodrigues ergueu 208kg e conquistou medalha inédita para o Brasil

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Em disputa encerrada no final da noite desta quarta-feira, Evânio Rodrigues conquistou uma inédita medalha de bronze para o Brasil na história do Mundial Paralímpico de Halterofilismo. Ele faturou o bronze ao erguer 208kg na categoria até 88 quilos da edição de 2017 da competição, que está sendo realizada na Cidade do México.

Essa é a primeira vez que um atleta do masculino do País alcança um pódio em uma competição deste porte nesta modalidade do esporte adaptado. Assim, ele assegurou um raro lugar no pódio para a nação ao ser superado em uma disputa que teve como medalhista de ouro o chinês Jixiong Ye, que ergueu 226 quilos. A prata foi obtida pelo iraniano Seyedhamed Solhipouravandji, que levantou 210kg.

Até o feito histórico de Evânio, de 33 anos de idade, apenas um representante do Brasil havia subido ao pódio em um Mundial Paralímpico de Halterofilismo. Trata-se da paranaense Márcia Menezes, que na edição de 2014 da competição, em Dubai, conquistou também um inédito bronze na categoria até 79kg.

BRONZE APÓS PRATA NO RIO

Esse foi também o segundo grande feito de Evânio em um intervalo de pouco mais de um ano. Em 2016, o baiano da cidade de Cícero Dantas conquistou uma prata nesta mesta categoria nos Jogos Paralímpicos do Rio. Uma curiosidade é que os dois halterofilistas que superaram o brasileiro nesta quarta-feira terminaram nas últimas posições daquela prova da Paralimpíada, na qual sequer tiveram os seus movimentos para erguer a barra considerados como válidos pelos árbitros.

Naquela ocasião, Evânio levantou 210kg para faturar a prata no Rio. Ou seja, dois quilos a menos do que ergueu nesta quarta-feira no México. E os 208kg que lhe asseguraram o bronze agora foram superados em sua segunda tentativa, depois de na primeira não ter conseguido sucesso quando a barra estava com 207kg. 

Com o bronze já assegurado na parte final da prova, Evânio chegou a arriscar 212kg em seu último movimento deste Mundial, na tentativa de conquistar uma prata, mas não teve êxito. Ele nunca conseguiu essa carga em competições internacionais, sendo que a sua melhor marca é de exatamente 210kg, a que lhe garantiu o bronze nesta quarta-feira.

“Estou muito feliz, foram muitas dificuldades, eu cheguei aqui no México dizendo que entraria na briga para concorrer a esta medalha e consegui. Nunca parei de treinar desde os Jogos Paralímpicos do Rio, mas de um mês para cá eu passei a sentir muitas dores, principalmente no peito, o que me preocupou porque pensei que poderia influenciar no meu resultado no Mundial, mas com muita fisioterapia, eu consegui”, comemorou Evânio, que se tornou atleta paralímpico depois de ter dado os seus primeiros passos como criança quando já estava com cinco anos de idade.

Antes disso, quando possuía apenas seis meses, ele contraiu poliomielite, mas não teve como combater a doença da forma ideal enquanto vivia em Cícero Dantas, então com estrutura médica precária para a população do município baiano. Ele chegou a ser submetido a uma cirurgia, que lhe permitiram dar os primeiros passos. Mas até hoje o paratleta ainda caminha com pouca mobilidade, pois a paralisia infantil lhe deixou com um encurtamento na perna direita como sequela da doença.

OUTRAS BRASILEIRAS

Outras duas atletas brasileiras competiram nesta quarta-feira no Mundial Paralímpico desta modalidade. Uma delas foi a potiguar Terezinha Mulato, que foi a 10ª colocada na categoria até 67 quilos. Já a paulista Amanda de Sousa ficou na nona posição na até 73kg.

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