Fera do Passado: Maria Lenk, a maior nadadora brasileira de todos os tempos

A atleta foi a primeira sul-americana a participar dos Jogos Olímpicos e a única brasileira no Hall da Fama da Natação

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O Fera do Passado desta quarta relembra a trajetória de Maria Lenk (1915-2007), a maior nadadora brasileira de todos os tempos. Ela foi a primeira brasileira a participar de uma Olimpíada, a de Los Angeles, em 1932, e teve o auge de sua carreira em 1939, quando quebrou dois recordes mundiais, nos 400m e 200m do estilo peito.

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O primeiro foi quebrado na piscina do Botafogo com o tempo de 6m15s80. O segundo foi batido no Fluminense com a marca de 2m56s90. Maria Lenk também integrou o Hall da Fama da Federação Internacional de Esportes Aquáticos (Fina) e foi homenageada com o nome do Parque Aquático no Complexo Esportivo do Jacarepaguá.

A atleta começou a nadar quando era jovem no rio Tietê, que não era poluído naquela época (anos 1920-1930). Quando tinha 15 anos, já competia em alto nível e participou da tradicional Travessia de São Paulo, competição que venceu em 1932, 33, 34 e 35. 

Em 1932, foi aos Jogos Olímpicos de Los Angeles em uma delegação completamente masculina (32 atletas) em uma época em que a presença feminina no evento era considerada ainda uma afronta aos bons costumes. Além de ser a primeira mulher da América do Sul a participar dos jogos, aprendeu a importância do treino com as atletas estrangeiras.

A situação melhoraria em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlim. Foi acompanhada de mais cinco mulheres na delegação brasileira e conseguiu treinar no navio que levou os atletas, que teve uma pequena piscina adaptada para que os nadadores não ficassem quase um mês antes da competição sem entrar na água.

Seu destaque ficou novamente no pioneirismo, pois resultados de sucesso não vieram. No evento, foi uma das primeiras atletas a desenvolver o nado borboleta, que viria ser oficializado como estilo olímpico em 1956.

Em alta forma para competir, Maria Lenk teve que interromper sua carreira Olímpica. Por conta da Segunda Guerra, não houve a competição em 1940, nem em 1944. O torneio foi retomado apenas em 1948, em Londres,q uando já estava aposentada. 

Em 1988 foi a primeira mulher Sul-americana a entrar para o Hall da Fama da Natação, em Miami. Outra homenagem que receberia por sua contribuição ao esporte viria em 2000, quando recebeu a Ordem Olímpica, honraria concedida pelo Comitê Olímpico Internacional aos maiores atletas de todos os tempos.

Competiu em diversas categorias de Masters e bateu diversos recordes mundiais, entre eles três na categoria de 90 a 94 anos e três na de 85 a 89 anos. Nadou 11 mundiais no Master e conquistou 54 medalhas sendo 37 de ouro.

A homenagem do Brasil para sua maior nadadora veio em 2007 quando foi inaugurado o Complexo Aquático Maria Lenk, que sediou as competições de natação no Pan-americano do Rio de Janeiro. Ela faleceu no mesmo ano e nadando na piscina do Flamengo, quando sofreu uma parada cardíaca.

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