Ginasta que viralizou ao dançar Michael Jackson relata distúrbios alimentares

Katelyn Ohashi superou problemas de auto-estima apenas quando chegou na faculdade

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Recentemente, a ginasta Katelyn Ohashi, de 22 anos, viralizou ao dançar Michael Jackson durante uma rotina no solo, quando ganhou uma nota dez e foi muito aplaudida nas redes sociais, que consideraram a performance divertida. No entanto, Ohashi nem sempre foi tratada assim. A ginasta teve muitos problemas com a auto-estima e teve distúrbios alimentares.

Em 2013, Ohashi chegou a vencer Simone Biles, que ganhou quatro ouros na Olimpíada do Rio de Janeiro. Mas uma lesão nas costas a tirou do esporte de alto rendimento e, quando ela voltou a treinar, passou a lutar com os problemas relacionados à auto-imagem. "Ouvi que eu não parecia uma ginasta. Ouvi que parecia que eu havia engolido um elefante ou que parecia um porco", relatou a ginasta à BBC.

"Eu estava tentando treinar apesar da dor e chorando em toda volta que fazia. Um treinador estava irritado porque eu tinha ganhado peso - ele dizia que era por isso que estava doendo. Como ginastas, nossos corpos são constantemente vistos nestes collants mínimos. Eu me sentia tão inconfortável olhando para o espelho. Eu me sentia inconfortável andando de volta na academia, como se todos os olhos me mirassem. Eu odiava tirar fotos, odiava tudo sobre mim", relatou Ohashi sobre o período.

"Você começa a normalizar as coisas porque é o que você sabe e cresce rodeada por pessoas que estão passando pela mesma coisa. Mas olhando de volta, acho que era uma forma de abuso. Era comum, especialmente no mundo de elite. Eu e minhas amigas criávamos piadas doentes, não piadas mas jogos, como ficar sem comer porque não entendíamos o que estávamos fazendo com nossos corpos e o quão perigoso era", contou, sobre os problemas que tinha.

Segundo a ginasta, ela conseguiu melhorar apenas quando entrou na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, onde recentemente se graduou em estudos de gênero. Segundo Ohashi, quem cuida dos esportes na universidades olha para os atletas como pessoas antes do esporte e provê acompanhamento psicológico. Agora, ela vê como missão ajudar as mulheres a se empoderar e ajudar as pessoas a se sentirem confortáveis com elas mesmas do jeito que são.

Relembre algumas performances de Ohashi:

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